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Instituto Vladimir Herzog manifesta preocupação com situação do jornalista Arimatéia Azevedo

Instituto Vladimir Herzog manifesta preocupação com situação do jornalista Arimatéia Azevedo

ArimateiaAzevedo

O Instituto Vladimir Herzog manifesta preocupação com o caso de Arimatéia Azevedo, jornalista de Teresina, Piauí, acusado de extorsão e que está em prisão preventiva desde o dia 12 de junho.

Entendemos a gravidade das acusações contra o jornalista, mas exigimos que sejam dadas a ele condições de se defender e que as investigações caminhem de maneira célere e isenta. Além disso, a censura prévia ao “Portal AZ” é absolutamente inaceitável e precisa ser revogada.

A Justiça do Piauí determinou censura prévia ao veículo de notícias que o jornalista dirige, o “Portal AZ”, e, desde então, o site não pode se referir ao caso, nem citar o nome das autoridades responsáveis por sua prisão e investigação. Como se não bastasse, o celular de Arimatéia foi apreendido e foi preciso um mandado de segurança para se evitar que fossem expostos dados e mídias alheios ao inquérito em que ele é investigado.

Arimatéia Azevedo foi preso pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado do Piauí após o cirurgião plástico Alexandre Andrade denunciá-lo pelo crime de extorsão. O jornalista fez uma reportagem apontando um erro cometido pelo médico e teria pedido dinheiro para tirar a publicação do ar. A defesa nega a acusação e alega que o jornalista está sendo perseguido pelo seu histórico de denúncias contra empresários e políticos locais.

Com 67 anos de idade, o jornalista ficou detido em uma penitenciária em Teresina e teve negado pela Justiça piauiense um pedido de prisão domiciliar, apesar de sua condição de saúde bastante delicada e de suas comorbidades que o colocam em uma situação de altíssimo risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Somente na última sexta-feira, 24 de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendeu a um pedido da defesa e concedeu o direito à prisão domiciliar, mas manteve Arimatéia afastado de qualquer atividade jornalística.

Por fim, acreditamos ser fundamental que a decisão do STJ seja respeitada e que a prisão preventiva, caso mantida, seja cumprida de forma domiciliar. Seguimos acompanhando o caso.