Hoje, o Instituto Vladimir Herzog se despede de Maria Amélia de Almeida Teles, nossa Amelinha Teles, mulher cuja história atravessa algumas das mais importantes lutas pela memória, pela verdade, pela justiça e pelos direitos humanos no Brasil.
Militante política e feminista, Amelinha foi presa em 1972 e brutalmente torturada pela ditadura militar. Mas a violência que tentaram impor sobre ela não silenciou sua voz. Ao contrário: transformou sua experiência em compromisso permanente com a justiça.
Ao longo de décadas, Amelinha esteve na luta pelos direitos das mulheres, pela memória das vítimas da ditadura e pela responsabilização dos agentes de Estado responsáveis por violações. Uma presença forte em todas as edições da nossa Caminhada do Silêncio, Amelinha seguiu, até os últimos dias, enfrentando toda forma de violência.
Por isso, sua morte não encerra sua luta. Amelinha permanece como memória, como denúncia e como inspiração de resistência. Permanece na luta de quem não aceita a violência como destino, de quem defende os direitos humanos e de quem acredita que a democracia só se fortalece quando somos capazes de enfrentar as injustiças do passado e do presente.
O IVH se solidariza com seus familiares, companheiras e companheiros de luta e com todas as pessoas que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado.
Amelinha, presente! Hoje e sempre.