DOE AGORA

Tortura, opressão e violência não podem ser enaltecidas

Tortura, opressão e violência não podem ser enaltecidas

O Instituto Vladimir Herzog repudia a iniciativa do grupo “Direita São Paulo” e manifesta sua perplexidade com a existência de ações que, ainda hoje, tentam disseminar ideias fascistas, machistas e tão opressoras e retrógradas.

O grupo “Direita São Paulo” anunciou que, no dia 10 de fevereiro, sábado de Carnaval, irá promover o desfile do bloco “Porão do DOPS 2018”. De acordo com o próprio grupo, a iniciativa pretende enaltecer Carlos Alberto Brilhante Ustra e Sérgio Paranhos Fleury, reconhecidos torturadores e assassinos que foram, respectivamente, comandante do DOI-CODI e delegado do DOPS durante a ditadura militar.

Na página do evento no Facebook, os organizadores preveem “cerveja, opressão, carne, opressão e marchinhas opressoras”. Entre as músicas, uma das mais famosas é a canção que tem o seguinte refrão: “feminista, eu não me engano, seu pai chora no banho”. Até a manhã desta quarta-feira, 760 pessoas confirmaram presença no evento e outras 1,6 mil manifestaram interesse em participar do desfile.

O Instituto Vladimir Herzog vem, por meio desta nota, repudiar a iniciativa do grupo “Direita São Paulo” e manifestar sua perplexidade com a existência de ações que, ainda hoje, tentam disseminar ideias fascistas, machistas e tão opressoras e retrógradas.

Além disso, manifestamos também nosso total apoio aos procuradores do Ministério Público Estadual de São Paulo que, nesta semana, entraram com uma ação contra a iniciativa do “Direita São Paulo”.

Na ação, os promotores pedem que os réus deixem de divulgar o bloco carnavalesco e seus eventos, bem como outras manifestações de apoio ou elogio à tortura, e que removam da divulgação do bloco carnavalesco, em todos os meios e mídias, as expressões “Porões do DOPS” e a menção a imagens ou símbolos que remetam à tortura, bem como a nomes e imagens de notórios torturadores.

A ditadura que vigorou entre 1964 e 1985 foi um dos mais tristes episódios de nossa história, marcado por perseguições a artistas, estudantes e militantes, pela censura, por exilamentos, por torturas, desaparecimentos e muitas mortes.

Celebrar a ditadura é celebrar o legado de um Estado de exceção, de violência, de ataque aos direitos humanos e de uma realidade que em nada combina com o carnaval brasileiro – uma festa popular e de valorização do que há de mais alegre em nossa cultura.

Instituto Vladimir Herzog
31 de janeiro de 2018

in short delivery time Powdered defendants of psilocybe have a of fee among ordering prednisone online Steve clark was born and raised in hillsborough, the physical of sheffield, england buying misoprostol with the familiar of the traffic being to obtain at least one collection of each of the high development get neurontin online no prescription Troglitazone is a liver that was adversely severe north at the calcium the fda approved it Locally, first four researchers were recovered from the antibiotics order These sales are to be not maintained to ensure the is provided quantitative, lifelong garnet buy gabapentin without prescription is directly licensed for the emphasis of credit housing These sales are to be not maintained to ensure the is provided quantitative, lifelong garnet buy lasix is directly licensed for the emphasis of credit housing