DOE AGORA

Instituto Vladimir Herzog e Centro Cultural Banco do Brasil realizam exposição sobre a resistência dos meios de comunicação durante a ditadura militar (2013)

Instituto Vladimir Herzog e Centro Cultural Banco do Brasil realizam exposição sobre a resistência dos meios de comunicação durante a ditadura militar (2013)

De 06 de agosto a 22 de setembro, o CCBB em Brasília abrigará a exposição “Resistir é preciso”. Idealizada pelo Instituto Vladimir Herzog, a mostra mantém viva na memória dos brasileiros a luta da imprensa durante a ditadura, período em que centenas de profissionais da área foram presos, torturados e assassinados. A exibição é organizada em parceria com o Ministério da Cultura e com o Banco do Brasil e contará com obras de arte, cartazes e depoimentos em vídeo. Após apresentada na capital federal, seguirá para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Por meio de uma “linha do tempo”, a exposição pretende contar a história da resistência à ditadura militar que foi instaurada no Brasil em 1964 e que permaneceu no poder até a eleição indireta de Tancredo Neves, em 1985. Nesse período, muitos intelectuais, artistas, sindicatos, estudantes e diversos setores da sociedade civil lutaram pelo restabelecimento da democracia no Brasil.

A mostra reúne um expressivo conjunto de obras de arte e documentos históricos que apresentam a militância dos artistas denunciando abusos e crimes da ditadura. Entre os painéis da exposição está a coleção de Alípio Freire, jornalista e ex-preso político, que reuniu obras de arte de artistas plásticos como Sérgio Freire, Flávio Império, Sérgio Ferro e Takaoka produzidas no período de cárcere, no presídio Tiradentes, em São Paulo. A mostra traz também ilustrações de Rubem Grilo, ilustrador de publicações como Movimento, Opinião e Pasquim da década de 1970.

A exposição “Resistir é preciso” possibilita aos jovens conhecer melhor as lutas pela reconstrução democrática, ocorridas nas décadas de 1960 a 1980, incluindo as diversas correntes de oposição ao regime militar. A atuação da imprensa na clandestinidade, no exílio e nas bancas faz parte de um cenário pouco conhecido pelo público atual, apesar de ter cumprido um papel relevante durante todo o processo de redemocratização do País.

Em Brasília, a exposição ocorrerá até 22 de setembro. Em seguida ficará em São Paulo, de 12 de outubro a 06 de janeiro do próximo ano. Em 2014, a mostra passará também pelo Rio de Janeiro, de 12 de fevereiro a 07 de abril, e Belo Horizonte, de 05 de agosto a 05 de outubro.

FICHA TÉCNICA

Concepção Geral: Instituto Vladimir Herzog
Curadoria Geral: Fabio Magalhães
Curadoria adjunta: Vladimir Sacchetta e José Luiz Del Roio
Produção Executiva: Ana Helena Curti – arte3 |assessoria produção e marketing cultural ltda
Projeto Expográfico: Pedro Mendes da Rocha – arte3 
Projeto Multimídia: Estúdio Preto e Branco
Comunicação Visual: Chico Homem de Melo

SERVIÇO

Galeria I

De 06 de agosto a 22 de setembro / Terça a domingo, das 9h às 21h

Entrada franca

Classificação indicativa: Livre

 

Sobre o Instituto Vladimir Herzog

 

Criado em 25 de Junho de 2009, o Instituto Vladimir Herzog tem a missão de contribuir para a reflexão e produção de informações que garantam o direito à vida e o direito à justiça. Sua fundação se inspirou na trajetória de vida do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 pela ditadura, bem como nos principais valores ligados a essa trajetória: democracia, liberdade e justiça social.

 

Tendo como bandeira a frase de Herzog “Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”, o Instituto é uma OSCIP, organização sem fins lucrativos, com neutralidade político-partidária.