Desde 2021, o Instituto Vladimir Herzog realiza o DH Fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, um encontro anual que articula arte, memória e reflexão como instrumentos de fortalecimento da democracia.
Mais do que um festival, o DH Fest é um espaço de convergência entre cinema, música, literatura, teatro, debates e encontros públicos que afirmam os direitos humanos como prática cotidiana.
A cada edição, o evento ocupa a cidade de São Paulo — e também plataformas digitais — para ampliar o acesso à cultura como exercício de cidadania.
Gratuito e aberto ao público, o festival reúne artistas, intelectuais, lideranças sociais e pensadores que, por meio de suas obras e trajetórias, tensionam narrativas, enfrentam apagamentos históricos e ampliam horizontes democráticos.
Arte como território de disputa e transformação
Desde sua primeira edição, realizada em 2021 em formato totalmente online durante a pandemia, o DH Fest nasceu com a proposta de unir arte e reflexão. A mostra de filmes brasileiros, performances musicais e ciclo de debates reuniu nomes como Sebastião Salgado, Conceição Evaristo, Ailton Krenak, Tata Amaral, Chico César, Tássia Reis e Kunumi MC, reafirmando o papel da cultura como espaço de resistência e construção de direitos.
Em 2022, o festival ocupou unidades do Sesc em São Paulo e homenageou Dona Ivone Lara, reconhecendo sua trajetória pioneira que entrelaça música, luta antimanicomial, gênero e negritude. A arte foi celebrada como expressão política e como linguagem de emancipação.
A terceira edição, em 2023, trouxe como eixo a decolonização, propondo debates sobre território, identidade e memória cultural. Com programação presencial e online, o festival celebrou os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e reuniu artistas e pensadores que desafiam estruturas coloniais nas artes e na sociedade.
Em 2024, sob o tema “Entre Raízes e Horizontes”, o DH Fest ampliou sua ocupação pela cidade, envolvendo centros culturais, salas de cinema, ocupações urbanas e espaços acadêmicos. O encontro entre memória e futuro guiou homenagens a figuras como Davi Kopenawa e Lima Duarte, além de promover exposições e debates que reafirmam a memória como ferramenta de justiça.
5ª edição – Memória, Terra e Liberdade
Em 2025, no marco dos 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, o festival chegou à sua quinta edição com o tema “Memória, Terra e Liberdade”, um manifesto que conecta passado, presente e futuro.
A programação reuniu produções inéditas do cinema brasileiro e internacional, debates sobre ecologia decolonial e direitos indígenas, apresentações musicais e teatrais, além de um ciclo especial de documentários sobre a trajetória de Vladimir Herzog.
Neste ano, o DH Fest instituiu o Prêmio Marimbás, homenagem anual a grandes nomes da arte e da cultura cujas trajetórias se entrelaçam com os direitos humanos. O troféu, criado por Laerte, faz referência ao único filme dirigido por Vladimir Herzog e simboliza o compromisso do festival com a memória e a criação artística.
O festival também reafirmou seu compromisso com a democratização do acesso cultural ao ocupar espaços diversos da cidade e disponibilizar parte da programação gratuitamente em plataforma digital, ampliando seu alcance nacional.
Um compromisso permanente
Ao longo de suas cinco edições, o DH Fest consolidou-se como um dos principais projetos culturais do Instituto Vladimir Herzog.
O festival nasce da convicção de que democracia não se sustenta apenas por instituições formais, mas também pela força simbólica da cultura, pela pluralidade de narrativas e pela circulação de ideias.
Ao promover encontros, exibições e debates, o DH Fest reafirma que memória é ação, que cultura é direito e que liberdade é prática coletiva.
A cada ano, renovamos o compromisso de ocupar a cidade com arte e reflexão — porque a democracia se cultiva todos os dias, com palavra, imagem e encontro.
Confira o que aconteceu em todas as edições no perfil oficial de Instagram do Festival.










