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O passado como pesadelo

Tentando desqualificar os que deixaram o país em consequência do golpe militar de 64, o general Leônidas Pires Gonçalves de repente diz ao repórter Geneton Moraes Neto: “não tivemos exilados no Brasil. Tivemos fugitivos. Não houve um decreto de exilar ninguém”. A entrevista, que foi ao ar esta semana pela Globonews mas ainda pode ser vista no blog do jornalista, é indispensável para quem quiser conhecer um pouco da mentalidade dos que naquela época detinham o poder no Brasil de forma quase absoluta, fazendo e acontecendo durante um regime de exceção em que as liberdades _ de imprensa, de expressão, de opinião _ haviam sido canceladas. A ditadura decretava as leis e se impunha como legalidade.

Algumas vezes levantando a voz e se exaltando, outras com o dedo em riste, o militar que comandou o DOI-CODI no Rio (onde garante não ter havido tortura) expôs suas idéias sem qualquer pudor, como se elas não tivessem perdido a validade há muito tempo. Cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos significaram para ele medidas “altamente civilizadas”. Soldado, na sua definição, é “o cidadão de uniforme para o exercício físico da violência” (“quer guardar a frase?”, ele pergunta ao entrevistador). “A ideia foi minha!” (de pagar 150 mil cruzeiros a um dirigente comunista em troca de uma delação que resultou em três mortes e no chamado “Massacre da Lapa” em SP). “Quem começa a guerra não pode lamentar a morte. É duro de ouvir? É duro de ouvir?”, repetiu.

Quando o general afirmou que “todos eram fugitivos” _ inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador Miguel Arraes, Luis Carlos Prestes, o ex-governador Leonel Brizola _ Geneton argumentou: “Se não eram exilados, por que é que o governo militar promulgou uma Lei da Anistia permitindo que eles voltasssem ? Se não existiam exilados, para que uma Lei da Anistia?”

O general Pires Gonçalves respondeu com essa pérola do raciocínio lógico: “Acontece o seguinte: eles estavam assustados. Nós dissemos para eles: podem vir, não há perigo nenhum. Mais do que fugitivos, eram assustados”. Decididamente, o forte do general não é a argumentação.

Sobre sua participação nessa antológica entrevista, Geneton confessou: “Sinto-me feliz hoje de viver num país em que os repórteres podem ‘importunar’ os generais”. Conforta também saber que esse passado é um pesadelo que não volta mais, espera-se.

Zuenir Ventura – O Globo

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