03/09/2021

Instituto Vladimir Herzog lamenta a morte de Dermi Azevedo

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O Instituto Vladimir Herzog lamenta profundamente a morte de Dermi Azevedo, jornalista e cientista político que faleceu na última quarta-feira, 1º de setembro, vítima de um infarto, aos 72 anos.

Dermi nasceu em Jardim do Seridó, no Rio Grande do Norte, mas foi criado em Currais Novos, cidade que adotou como sua. Foi autor de reportagens marcantes, realizadas na América Latina, África e Europa. Por duas vezes, foi diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

Além do jornalismo, dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos desde muito cedo, a partir do movimento estudantil. Foi presidente do Diretório Acadêmico Dom Hélder Câmara, da então Escola de Serviço Social de Natal, e em 1968, com outros líderes estudantis potiguares, participou do 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde foi vítima de sua primeira prisão política.

Alguns meses depois, retornou a Natal e, diante da impossibilidade de permanecer em seu Estado, por conta de perseguições políticas, regressou a São Paulo, mas logo se viu obrigado a partir para o exílio no Chile, em 1970. Voltou ao Brasil em 1973, mas foi novamente preso – primeiro em 1974, e depois em 1975.

Foi um dos fundadores, em 1982, do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, do qual foi Secretário Nacional de Comunicação e Políticas Públicas. Além disso, foi fundador e primeiro presidente da Cooperativa dos Jornalistas de Natal, ex-presidente da Comissão Justiça e Paz, da Arquidiocese de Natal e ex-professor e Coordenador do Curso de Comunicação Social da Universidade Metodista de Piracicaba.

Sua história de luta pelos direitos humanos e combate à ditadura está contada no documentário “Atordoado, eu permaneço atento”, filme vencedor da Mostra Provocações, uma das categorias competitivas do 8º Festival Internacional de Curta-Metragem de Brasília, realizado em 2020.

Dermi é destas figuras eternas, que sempre servirão de inspiração para todos que lutam pela democracia e pelos direitos humanos. Sua vida foi um exemplo de superação, resiliência e coragem, que jamais será esquecida por todos nós.

O Instituto Vladimir Herzog presta as mais sinceras condolências a todos os familiares e amigos de Dermi Azevedo, em especial aos filhos Carlos Alexandre, Daniel, Estevão e Joana Angélica, e à viúva Elis.

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