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“Respeitar é Preciso!“ apresenta cadernos de direitos humanos às escolas da rede pública

“Respeitar é Preciso!“ apresenta cadernos de direitos humanos às escolas da rede pública

Projeto é resultado de convênio do Instituto Vladimir Herzog com a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo

Visando a implementar uma cultura de educação em direitos humanos na Educação Básica e trabalhando as questões do cotidiano escolar, o Instituto Vladimir Herzog iniciou, em 2014, o projeto Respeitar é Preciso!, que conta com a participação da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. Em seu primeiro ano, o programa se concentrou em atividades para o desenvolvimento de materiais que serão entregues às escolas municipais paulistanas no início do ano letivo de 2015.

Serão cinco cadernos – resultado de visitas, reuniões, palestras, cursos e de um trabalho direto nas escolas, pelos educadores do Vlado Educação. “O primeiro caderno contém orientações gerais para o desenvolvimento do trabalho, muito focado nos adultos da escola, considerando que todos são educadores, inclusive funcionários e pais“, explica Ana Rosa Abreu, diretora de projetos educacionais do Instituto Vladimir Herzog. Os outros quatro volumes complementam e aprofundam quatro temas: democracia na escola; igualdade e discriminação; respeito e humilhação; e sujeitos de direito.

 

Democracia na escola

Trata da importância da democracia dentro das escolas e como isso favorece o protagonismo dos alunos e dos funcionários, no sentido de todos fazerem parte da instituição. Será disponibilizada toda a regulamentação dos canais de participação já existentes.

 

Igualdade e discriminação

Traz discussões sobre gênero, homofobia, questões étnicas, religiosas e outras questões de discriminação, além das imagens que os próprios estudantes têm de bons e maus alunos. As questões são abordadas de maneira geral, pois existem programas específicos para cada assunto. “A partir do momento em que o valor da igualdade e respeito se instaura, você não discrimina ninguém por nada“, explica Ana Rosa.

 

Respeito e humilhação

Foca as relações interpessoais no ambiente escolar, muitas vezes desrespeitosas e que precisam ser compreendidas como campo de atuação do educador, porque uma situação de humilhação sofrida por um aluno pode prejudicar seu aprendizado. “A escola não deve criminalizar nem vitimizar, mas sim educar“, aponta a diretora do Instituto.

 

Sujeitos de direito

Discute a essência do significado do conceito de “sujeitos de direito” e o fato de que ele vale para todos os cidadãos, de todas as idades. “Todos temos direitos iguais, o tempo todo, ainda que por vezes possa parecer que alguns direitos valem para uns, mas não para outros“, exemplifica Ana Rosa.

Em todos os cadernos há sugestões de atividades e reflexões para serem feitas a fim de intervir no cotidiano dos alunos. “A intervenção do professor no dia-a-dia dos alunos, no corredor, na entrada, na saída, é fundamental. As situações de humilhação não acontecem com horário marcado; elas acontecem a qualquer momento e em qualquer lugar; e o professor tem que intervir“, acredita a diretora do Instituto.

O projeto também prevê, conforme os trabalhos forem se desenvolvendo, além da participação dos professores e funcionários das escolas, a incorporação dos alunos e seus familiares, além das comunidades do entorno das escolas:

A partir de 2015, as ações do Respeitar é Preciso! irão se concentrar na atuação direta nas escolas. Os educadores que compõem a equipe do Vlado Educação irão até os professores, funcionários, pais e alunos para dar início às atividades: “O bom desenvolvimento do projeto requer nosso acompanhamento direto; e estaremos todos juntos nesse desafio“ – afirma Ana Rosa. A intenção é que o material se reproduza e o projeto possa ser ampliado para abranger outras escolas da rede pública municipal.