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Resistir é Preciso será exibido pela TV Cultura

Resistir é Preciso será exibido pela TV Cultura

História da imprensa brasileira no golpe militar é resgatada em Resistir é Preciso, documentário que conta com a participação do Instituto Vladimir Herzog na produção, estreia na TV Cultura nesta terça

Estreia na TV Cultura, na próxima terça-feira (31/3), a série Resistir é preciso, que resgata a trajetória da imprensa brasileira que resistiu e combateu ao golpe militar. Exibido semanalmente, o programa com 10 episódios é uma coprodução da TV Brasil, TC Filmes e TVM, feita com apoio do Instituto Vladimir Herzog. Vai ao ar à meia-noite.

A série traz depoimentos e material historiográfico de jornalistas que atuaram em três frentes de combate: a imprensa alternativa, a clandestina e a que atuava no exílio. Narrada e apresentada pelo ator Othon Bastos, a atração recupera a história de jornais alternativos, como o PifPaf, o Pasquim, Bondinho, Opinião e outros, permitindo conhecer as dificuldades de produção, as perseguições e manobras para mantê-los em circulação. Para relembrar e construir essas histórias, Resistir é precisoconta com depoimentos de jornalistas como Audálio Dantas, Juca Kfouri, Laerte, Raimundo Pereira, Paulo Moreira Leite, Bernardo Kucinsky, José Hamilton Ribeiro, entre tantos outros.

A história começa em 21 de maio de 1964, 51 dias depois do golpe militar de 1º de abril, quando o jornalista Millôr Fernandes colocava nas bancas do Rio de Janeiro a revista PifPafcom colaboradores que formavam a nata dos jornalistas, escritores, intelectuais e cartunistas da época, em terras cariocas: Sérgio Porto, Rubem Braga, Antônio Maria, Ziraldo, Claudius, Fortuna, Jaguar, etc.

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A série faz, no primeiro episódio, uma viagem no tempo e recua a 1867, ano em que foi publicada a que é considerada uma das primeiras charges políticas da nossa história, desenhada por Ângelo Agostini. Seguindo nesta linha de que a resistência pela imprensa tem tudo a ver com o humor, o segundo episódio é integralmente dedicado ao Barão de Itararé, nome disfarce do jornalista gaúcho Aparício Torelli que, no Rio de Janeiro, dominou a cena desta imprensa de oposição de 1926 até depois do golpe de 1964.

Nos 10 episódios são citadas quase 100 publicações, desde as mais importantes, como os jornais Pasquim, Opinião e Movimento, passa pelos jornais estudantis, de comunidades e sindicatos, e viaja ao Acre, a Minas Gerais, Pernambuco e ao Rio Grande Sul, destacando esta imprensa regional e independente que desempenhou um papel da maior importância e é muito pouco conhecida. Há ainda mais de 50 entrevistas com os protagonistas desta história.

Com informações do Portal C Mais+