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Mídias e Direitos Humanos – a editoria que não há

Mídias e Direitos Humanos – a editoria que não há

Pretendo neste espaço alinhavar alguns pensamentos sobre direitos humanos e mídia. Um exercício mental, nada mais. Vamos lá. Em geral, direitos humanos rima com a defesa de pessoas ou populações vulneráveis. Aquelas que estão à margem da lei e dos benefícios providos pelo Estado. Aquelas que são de alguma maneira discriminadas, preteridas em sua busca por um lugar ao sol. A vulnerabilidade tem relação direta com a origem étnica/racial, como a população indígena, a população quilombola (remanescentes dos escravos capturados na África para servir ao progresso do Brasil Colônia e Império), a população cigana. A vulnerabilidade tem rosto humano. São crianças, em geral, abandonadas à própria sorte e que no mais das vezes ajudam no trabalho sujo dos traficantes de drogas, vicejam na periferia das grandes metrópoles brasileiras e são agrupadas sob o rótulo de “meninos e meninas de rua”. São mulheres, em sua maioria afrodescendente, com baixo grau de instrução formal, desempregadas ou subempregadas, muitas vezes abastecendo bancos de dados das vítimas de crimes contra a mulher como espancamento, queimaduras e outras formas de violência no âmbito doméstico ou em lugares públicos. Parte desse contingente sobrevive da prostituição do corpo.
A vulnerabilidade também tem gênero. E aí entram homossexuais masculinos e femininos, bissexuais, travestis, transexuais. E também tem classe social. Engrossam suas fileiras milhões de desempregados, milhões de subempregados, milhares de pessoas moradores de rua. São sobreviventes que tocam a vida com menos que um salário mínimo mensal, conseguido de forma lícita ou ilícita. Boa parte da imprensa trata dos direitos humanos das populações vulneráveis pelo viés do exotismo, do folclórico (em sua acepção de não-acadêmico) e, principalmente, quando são vítimas de violência.

Um por um

O drama dos meninos e meninas de rua. Recebem alguma atenção dos meios midiáticos quando o pano de fundo é… uma chacina, como aquela ocorrida na Candelária, no Rio de Janeiro, em 23 de julho de 1993. São notícia quando são abatidos (literalmente) em confrontos da polícia com traficantes nas batalhas quase diárias nos morros do Rio. Raras são as matérias, reportagens, notícias que tragam perfis e entrevistas com defensores dos direitos humanos mais afetos à defesa dos meninos e meninas de rua. O IBGE e o IPEA – órgãos oficiais que nos apresentam com eficiência indicadores sociais que abordam diversos aspectos sobre renda, emprego, etnia/raça, gênero, faixa etária, grau de escolaridade etc. – dificilmente conseguem que dados estatísticos e sociais sobre nossos meninos e meninas do Brasil, que correm risco de morte 24 horas por dia, sejam divulgados com a ênfase e o espaço midiático que o tema, por urgente, requer.

O drama dos moradores de rua. Tornam-se manchete em jornais e lugar privilegiado na escalada dos telejornais noturnos quando são vítimas de violência, em especial em alguma grande cidade do país. É o caso da chacina da Praça dos Colonizadores em São Paulo, nos dias 19 e 22 de agosto de 2004. À época noticiou-se que nas agressões contra os moradores de rua resultaram sete morreram, todos golpeadas na cabeça. Os ataques ganharam repercussão internacional. Outros moradores de rua ficaram feridos durante as ações. Policiais foram detidos sob suspeita de envolvimento no crime. O resto foi a repercussão desse macabro lead. E um arremedo de apuração sobre a identificação e punição dos assassinos – neste caso, fardados.

Uma vez mais a cobertura da imprensa envereda pela indignação com o crime em si e traz sempre uma ponta de compaixão, um texto ou subtexto a provocar a solidariedade natural dos leitores, ouvintes, telespectadores, internautas com os mortos que, a bem da verdade, perambulam pelas vias públicas como mortos em vida ou, para rememorar filme brasileiro de sucesso nos anos 1980, “cabras marcados para morrer”.

O drama dos índios. Luta incessante pela sobrevivência. Luta diuturna para reaver suas terras através de demarcações minimamente justas. Um rosto indígena: Galdino Jesus dos Santos, também conhecido como “índio Galdino”, uma liderança do povo indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe que foi queimado vivo enquanto dormia num abrigo de ônibus, em Brasília, em 20 de abril de 1997, após participar de manifestações pelo Dia do Índio, num crime que chocou o Brasil. O crime foi praticado por cinco jovens de classe média-alta de Brasília, alguns na linha direta de parentesco com juízes e desembargadores.

Morreu travando o bom combate Galdino, de 45 anos. Estava em Brasília para participar de uma reunião na Procuradoria-Geral da República. A pauta: reclamar por suas terras. Chegou de madrugada na pensão que o hospedava. Ninguém atendeu a porta após suas batidas. Decidiu ali mesmo dormir ao relento, tendo como abrigo uma prosaica parada de ônibus. Pouco depois, como se fosse algo corriqueiro, atearam fogo sobre ele. Nas chamas que envolveram 95% do corpo do índio observei que, mais que seu corpo, as chamas atingiram não apenas Galdino, mas também o seu povo, os Pataxó e, por extensão, a humanidade como um todo, uma vez que os povos indígenas desde há muito são considerados patrimônio da humanidade.

Mais recentemente, a imprensa tem destacado à demarcação das terras na chamada reserva Raposa Serra do Sol, terra indígena Macuxi homologada a nordeste do estado brasileiro de Roraima, uma das maiores do país, com 1.743.089 hectares e 1.000 km de perímetro. Fora isso pouco tem sido noticiado sobre as precárias condições de sobrevivência física (e cultural) de diversas outras tribos indígenas como os Kiriri, em Mirandela, no sertão baiano, ou dos jovens índios que, vivendo em Limão Verde, Mato Grosso do Sul, decidiram nos últimos anos dar cabo à própria vida.

Marca desconhecida

Os assaltos, como uma praga, infelicitam a todos igualmente. Mas recebem espaço da mídia se a vítima desfruta uma boa posição social. Exemplo? O caso do relógio Rolex roubado do apresentador Luciano Huck, em 27 de setembro de 2007. Foi capa de revistas semanais. Ocupou partes de primeiras páginas dos principais jornais do Brasil. Teve seu desabafo publicado no jornal Folha de S.Paulo. Texto controverso que abarca no último parágrafo pérolas de cinismo:
“Hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.” Foi o roubo de um relógio, mas teve a repercussão de crimes escabrosos e de violência inominável como a morte dos pequenos João Hélio, 6 anos, no Rio, em 7 de fevereiro de 2007. Após o assalto do carro de sua mãe, o menino não conseguiu ser desvencilhado do cinto de segurança. Com o menino preso pelo lado de fora do veículo, os assaltantes o arrastaram por sete quilômetros, passando pelos bairros de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura. Uma morte brutal. Por pouco o relógio roubado do Huck não ganhou em espaço para a cobertura de outro crime: Isabela Nardoni. Tinha apenas cinco anos de idade e foi jogada do apartamento de seu pai localizado no sexto andar do Edifício London, no bairro de Vila Guilherme, em São Paulo.

Esses três casos ilustram bem a forma como a violência urbana é pautada na mídia. Existem algumas seleções naturais, não tão naturais quanto aquelas do velho Darwin para elaborar a teoria da evolução das espécies. Aqui, a seleção passa pelo tipo de violência: quanto mais macabra e pontuada por requintes de crueldade, mais espaço e relevância irá receber; depois, a seleção do status sócio-econômico das vítimas. O roubo de um relógio de marca desconhecida de um professor de matemática de uma escola pública praticado por dois motoqueiros, um deles apontando-lhe um Colt 38, dificilmente alcançaria duas linhas no rodapé de uma página de jornal, muito menos seria capa de revista semanal e seu desabafo, tão ou mais contundente que o de Luciano Huck, jamais encontraria espaço nobre do jornal de maior circulação diária do país, em página dita nobre.

Tema universal

Pensar em jornalismo cidadão parece o mesmo que nadar contra a maré. Qualquer tipo de jornalismo alcunhado pelo “cidadão” já começaria sem muito gás: os personagens das notícias seriam em sua maioria ilustres anônimos, gente que faz parte da paisagem urbana ou rural e que nem por isso são notadas, detectadas, vistas.

Existem editorias fixas, tradicionais como aquelas que tratam de Política, Economia, Esportes, Mundo, Cultura, apenas para mencionar as mais tradicionais. Mas não temos nenhum único órgão da mídia nacional que mantenha uma editoria dedicada a cobrir o tema dos Direitos Humanos. Temos espaço para as “páginas policiais”, a “crônica policial” que espelha a forma como a violência corrói nosso tecido social. E temos primeiras páginas e até cadernos especiais para cobrir escândalos em série em qualquer editoria já citada. Falta espaço midiático para vítimas que compõem as tais populações vulneráveis. E, por isso, faltam cadernos de Cidadania. E faltando cadernos de Cidadania temos o seu contraponto que são os tais cadernos de serviço público, com informações sobre direitos do consumidor, concursos públicos, bancos e shoppings que abrem suas portas em feriados nacionais.

Enquanto não existir editorias sólidas, bem aparelhadas e com a missão de trazer para o dia a dia das redações e das editorias o tema universal da defesa e promoção dos direitos humanos teremos uma mídia capenga, joguete de interesses políticos, econômicos e comerciais – aqueles que habitam há séculos o andar de cima.

Pretendo neste espaço alinhavar alguns pensamentos sobre direitos humanos e mídia. Um exercício mental, nada mais. Vamos lá. Em geral, direitos humanos rima com a defesa de pessoas ou populações vulneráveis. Aquelas que estão à margem da lei e dos benefícios providos pelo Estado. Aquelas que são de alguma maneira discriminadas, preteridas em sua busca por um lugar ao sol. A vulnerabilidade tem relação direta com a origem étnica/racial, como a população indígena, a população quilombola (remanescentes dos escravos capturados na África para servir ao progresso do Brasil Colônia e Império), a população cigana. A vulnerabilidade tem rosto humano. São crianças, em geral, abandonadas à própria sorte e que no mais das vezes ajudam no trabalho sujo dos traficantes de drogas, vicejam na periferia das grandes metrópoles brasileiras e são agrupadas sob o rótulo de “meninos e meninas de rua”. São mulheres, em sua maioria afrodescendente, com baixo grau de instrução formal, desempregadas ou subempregadas, muitas vezes abastecendo bancos de dados das vítimas de crimes contra a mulher como espancamento, queimaduras e outras formas de violência no âmbito doméstico ou em lugares públicos. Parte desse contingente sobrevive da prostituição do corpo.
A vulnerabilidade também tem gênero. E aí entram homossexuais masculinos e femininos, bissexuais, travestis, transexuais. E também tem classe social. Engrossam suas fileiras milhões de desempregados, milhões de subempregados, milhares de pessoas moradores de rua. São sobreviventes que tocam a vida com menos que um salário mínimo mensal, conseguido de forma lícita ou ilícita. Boa parte da imprensa trata dos direitos humanos das populações vulneráveis pelo viés do exotismo, do folclórico (em sua acepção de não-acadêmico) e, principalmente, quando são vítimas de violência.

Um por um

O drama dos meninos e meninas de rua. Recebem alguma atenção dos meios midiáticos quando o pano de fundo é… uma chacina, como aquela ocorrida na Candelária, no Rio de Janeiro, em 23 de julho de 1993. São notícia quando são abatidos (literalmente) em confrontos da polícia com traficantes nas batalhas quase diárias nos morros do Rio. Raras são as matérias, reportagens, notícias que tragam perfis e entrevistas com defensores dos direitos humanos mais afetos à defesa dos meninos e meninas de rua. O IBGE e o IPEA – órgãos oficiais que nos apresentam com eficiência indicadores sociais que abordam diversos aspectos sobre renda, emprego, etnia/raça, gênero, faixa etária, grau de escolaridade etc. – dificilmente conseguem que dados estatísticos e sociais sobre nossos meninos e meninas do Brasil, que correm risco de morte 24 horas por dia, sejam divulgados com a ênfase e o espaço midiático que o tema, por urgente, requer.

O drama dos moradores de rua. Tornam-se manchete em jornais e lugar privilegiado na escalada dos telejornais noturnos quando são vítimas de violência, em especial em alguma grande cidade do país. É o caso da chacina da Praça dos Colonizadores em São Paulo, nos dias 19 e 22 de agosto de 2004. À época noticiou-se que nas agressões contra os moradores de rua resultaram sete morreram, todos golpeadas na cabeça. Os ataques ganharam repercussão internacional. Outros moradores de rua ficaram feridos durante as ações. Policiais foram detidos sob suspeita de envolvimento no crime. O resto foi a repercussão desse macabro lead. E um arremedo de apuração sobre a identificação e punição dos assassinos – neste caso, fardados.

Uma vez mais a cobertura da imprensa envereda pela indignação com o crime em si e traz sempre uma ponta de compaixão, um texto ou subtexto a provocar a solidariedade natural dos leitores, ouvintes, telespectadores, internautas com os mortos que, a bem da verdade, perambulam pelas vias públicas como mortos em vida ou, para rememorar filme brasileiro de sucesso nos anos 1980, “cabras marcados para morrer”.

O drama dos índios. Luta incessante pela sobrevivência. Luta diuturna para reaver suas terras através de demarcações minimamente justas. Um rosto indígena: Galdino Jesus dos Santos, também conhecido como “índio Galdino”, uma liderança do povo indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe que foi queimado vivo enquanto dormia num abrigo de ônibus, em Brasília, em 20 de abril de 1997, após participar de manifestações pelo Dia do Índio, num crime que chocou o Brasil. O crime foi praticado por cinco jovens de classe média-alta de Brasília, alguns na linha direta de parentesco com juízes e desembargadores.

Morreu travando o bom combate Galdino, de 45 anos. Estava em Brasília para participar de uma reunião na Procuradoria-Geral da República. A pauta: reclamar por suas terras. Chegou de madrugada na pensão que o hospedava. Ninguém atendeu a porta após suas batidas. Decidiu ali mesmo dormir ao relento, tendo como abrigo uma prosaica parada de ônibus. Pouco depois, como se fosse algo corriqueiro, atearam fogo sobre ele. Nas chamas que envolveram 95% do corpo do índio observei que, mais que seu corpo, as chamas atingiram não apenas Galdino, mas também o seu povo, os Pataxó e, por extensão, a humanidade como um todo, uma vez que os povos indígenas desde há muito são considerados patrimônio da humanidade.

Mais recentemente, a imprensa tem destacado à demarcação das terras na chamada reserva Raposa Serra do Sol, terra indígena Macuxi homologada a nordeste do estado brasileiro de Roraima, uma das maiores do país, com 1.743.089 hectares e 1.000 km de perímetro. Fora isso pouco tem sido noticiado sobre as precárias condições de sobrevivência física (e cultural) de diversas outras tribos indígenas como os Kiriri, em Mirandela, no sertão baiano, ou dos jovens índios que, vivendo em Limão Verde, Mato Grosso do Sul, decidiram nos últimos anos dar cabo à própria vida.

Marca desconhecida

Os assaltos, como uma praga, infelicitam a todos igualmente. Mas recebem espaço da mídia se a vítima desfruta uma boa posição social. Exemplo? O caso do relógio Rolex roubado do apresentador Luciano Huck, em 27 de setembro de 2007. Foi capa de revistas semanais. Ocupou partes de primeiras páginas dos principais jornais do Brasil. Teve seu desabafo publicado no jornal Folha de S.Paulo. Texto controverso que abarca no último parágrafo pérolas de cinismo:
“Hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.” Foi o roubo de um relógio, mas teve a repercussão de crimes escabrosos e de violência inominável como a morte dos pequenos João Hélio, 6 anos, no Rio, em 7 de fevereiro de 2007. Após o assalto do carro de sua mãe, o menino não conseguiu ser desvencilhado do cinto de segurança. Com o menino preso pelo lado de fora do veículo, os assaltantes o arrastaram por sete quilômetros, passando pelos bairros de Oswaldo Cruz, Madureira, Campinho e Cascadura. Uma morte brutal. Por pouco o relógio roubado do Huck não ganhou em espaço para a cobertura de outro crime: Isabela Nardoni. Tinha apenas cinco anos de idade e foi jogada do apartamento de seu pai localizado no sexto andar do Edifício London, no bairro de Vila Guilherme, em São Paulo.

Esses três casos ilustram bem a forma como a violência urbana é pautada na mídia. Existem algumas seleções naturais, não tão naturais quanto aquelas do velho Darwin para elaborar a teoria da evolução das espécies. Aqui, a seleção passa pelo tipo de violência: quanto mais macabra e pontuada por requintes de crueldade, mais espaço e relevância irá receber; depois, a seleção do status sócio-econômico das vítimas. O roubo de um relógio de marca desconhecida de um professor de matemática de uma escola pública praticado por dois motoqueiros, um deles apontando-lhe um Colt 38, dificilmente alcançaria duas linhas no rodapé de uma página de jornal, muito menos seria capa de revista semanal e seu desabafo, tão ou mais contundente que o de Luciano Huck, jamais encontraria espaço nobre do jornal de maior circulação diária do país, em página dita nobre.

Tema universal

Pensar em jornalismo cidadão parece o mesmo que nadar contra a maré. Qualquer tipo de jornalismo alcunhado pelo “cidadão” já começaria sem muito gás: os personagens das notícias seriam em sua maioria ilustres anônimos, gente que faz parte da paisagem urbana ou rural e que nem por isso são notadas, detectadas, vistas.

Existem editorias fixas, tradicionais como aquelas que tratam de Política, Economia, Esportes, Mundo, Cultura, apenas para mencionar as mais tradicionais. Mas não temos nenhum único órgão da mídia nacional que mantenha uma editoria dedicada a cobrir o tema dos Direitos Humanos. Temos espaço para as “páginas policiais”, a “crônica policial” que espelha a forma como a violência corrói nosso tecido social. E temos primeiras páginas e até cadernos especiais para cobrir escândalos em série em qualquer editoria já citada. Falta espaço midiático para vítimas que compõem as tais populações vulneráveis. E, por isso, faltam cadernos de Cidadania. E faltando cadernos de Cidadania temos o seu contraponto que são os tais cadernos de serviço público, com informações sobre direitos do consumidor, concursos públicos, bancos e shoppings que abrem suas portas em feriados nacionais.

Enquanto não existir editorias sólidas, bem aparelhadas e com a missão de trazer para o dia a dia das redações e das editorias o tema universal da defesa e promoção dos direitos humanos teremos uma mídia capenga, joguete de interesses políticos, econômicos e comerciais – aqueles que habitam há séculos o andar de cima.

Por Washington Araújo
Observatório da Imprensa