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Mensagens de signatários do manifesto “Em Nome da Verdade”, de 1976

A pergunta feita foi: em que circunstâncias você assinou o documento? Por intermédio de quem o recebeu, onde trabalhava, que idade tinha etc.

Wagner Baggio

Ao reler sobre a trágica morte do jornalista e meu professor na Escola de
Comunicações e Artes da USP senti um frio na espinha. Foi exatamente na
passagem em que ele se apresentou espontaneamente para depor no DOI-
CODI e ali foi assassinado.

Meu frio na espinha tem a ver com uma intimação semelhante que recebi em
casa por um agente da Polícia Federal também em 1975 para depor na sede
da entidade, nas imediações da Estação da Luz. O curioso é que a orientação
era para estar acompanhado da minha mãe. Ela estranhou a intimação e me
perguntou o que eu estava aprontando. Nem eu sabia. Lá fomos. Um delegado
tomou meu depoimento e relatou que eu estaria envolvido numa conspiração
em um grupo de professores que estavam articulando a destituição do diretor
da ECA (não lembro o nome).

Minha participação no manifesto “Em Nome da Verdade” foi espontânea e
natural diante do trauma que a morte de Herzog nos causou. No dia seguinte à
sua morte, ao chegar na ECA, faixas cobriam a fachada relatando sua morte. O
trauma foi grande. A assinatura do manifesto, se bem me lembro, foi no
Sindicato dos Jornalistas.

Pessoalmente, o local da morte de Vladimir Herzog me toca muito. Quando
criança, toda a molecada do bairro nossos amigos jogávamos futebol em um
campinho de terra na rua Tutóia. Nossa família morava a 100 metros dali, na
Rua do Livramento. Mais tarde, por volta de 1965, o terreno deu lugar a uma
delegacia de polícia. Durante as obras andávamos lá dentro, inclusive usando
as celas para brincar de presos. Dez anos depois, já cursando jornalismo na
ECA, o local foi palco do assassinato de Herzog.

A partir de 1977, com 28 anos, já formado, trabalhei por um ano como repórter
da Agência Folha, colada na redação da Folha de S. Paulo e outros jornais do
grupo (Folha da Tarde, Notícias Populares…). Minha carreira teve uma
reviravolta quando, em dezembro de 77, me mudei para Santa Catarina, cidade de Joinville, como correspondente da Folha, onde estou até hoje. Há 45 anos vivenciei toda essa tragédia, que continua viva e traumática em nossa história.

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