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Mensagens de signatários do manifesto “Em Nome da Verdade”, de 1976

A pergunta feita foi: em que circunstâncias você assinou o documento? Por intermédio de quem o recebeu, onde trabalhava, que idade tinha etc.

Carlos Marchi

[ATENÇÃO: O NOME DELE NÃO ESTÁ NA LISTA; É UM CASO CURIOSO]

Eu me lembro de ter assinado esse manifesto na sucursal do Estadão em Brasilia, onde trabalhava à época. Lembro também que foi um processo confuso, mas o passar dos anos apagou as minúcias. Realmente meu nome não aparece na relação, o que é uma pena, até porque eu estava envolvidíssimo na questão: à época, acabara de me separar de Marinilda [Marchi, depois novamente Carvalho]. Nos dias anteriores à prisão dela, tive indícios de que a repressão a estava caçando; avisei-a, mas ela não levou a sério. Presa, consegui que Modesto da Silveira [1927-2016, advogado e deputado federal] a defendesse e fui a SP várias vezes para agir em favor dela. Tempos depois, assisti in loco ao julgamento da turma na auditoria militar da Brigadeiro. Foi onde conheci Fred Pessoa [1949-2016, jornalista, torturado em outubro de 1975], que seria um grande amigo. É o que posso dizer.

10/9/2020.