Violência contra jornalistas é regra no Brasil

Violência contra jornalistas é regra no Brasil

Com informações da Deutsche Welle

Segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa, ataques a jornalistas são exercidos “em múltiplas formas” e provêm de diversos setores. Os casos mais frequentes incluem abusos físicos, ameaças, insultos intimidações e vandalismo.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) lançou um relatório sobre os casos de agressão e ameaças a imprensa, vindos, em grande parte, da polícia. No documento, a entidade denuncia a impunidade desses crimes e faz um alerta ao Brasil. Para a SIP, os casos de violência contra jornalistas no Brasil são rotineiros e fazem parte da regra; não da exceção.

De acordo com o texto, ataques a jornalistas são exercidos “em múltiplas formas” e provêm de diversos setores. Os casos mais frequentes incluem abusos físicos, ameaças, insultos intimidações e vandalismo. “A violência é realizada em grande medida pela polícia, que deturpa suas funções e demonstra total falta de preparo para cumprir as suas atividades durante a cobertura de imprensa”, diz o relatório.

Uma outra pesquisa, da Associação Nacional de Jornais (ANJ), mostra que, no período analisado pela SIP – de outubro de 2016 até fevereiro último, 14 casos de agressões físicas, quatro de ameaças, dois de intimidação, três de vandalismo e cinco de ofensas foram registrados no Brasil.

Um exemplo de intolerância em relação à liberdade de imprensa mencionado no relatório é o ataque à sede da Rede Gazeta de Vitória, no Espírito Santo, na madrugada do dia 9 de fevereiro. O prédio da empresa recebeu quatro tiros que não feriram ninguém, mas, durante vários meses, a entidade e seus funcionários foram vítimas de ameaças devido à cobertura da greve da polícia que paralisou o estado.

A SIP denuncia ainda a impunidade dos crimes contra jornalistas, apontando que a polícia é incapaz de investigar e denunciar os casos, e a Justiça, “lenta e ineficaz”. Com sede em Miami, a SIP é uma entidade sem fins lucrativos dedicada à defesa e à promoção da liberdade de imprensa e de expressão nas Américas.

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