Linha do tempo

  • 1926

    Aparicio Torelly funda o almanaque “A Manha” cheio de humor, ironia, sarcasmo e intenção política aguda, cujo alvo predileto eram os políticos.

  • 1932

    O Barão é preso por causa das críticas ao governo.

  • 1934

    O Barão cria o “Jornal do Povo”, de cunho antifascista que dura apenas 10 dias.

  • 1936

    Ao sair da cadeira, o Barão reabre “A Manha” que dura apenas um ano.

  • 1947

    O Barão de Itararé se candidata a uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

    O registro do Partido Comunista Brasileiro foi cancelado.

  • 1948

    Os parlamentares comunistas foram cassados. Entre eles estava o Barão de Itararé.

  • 1949

    Lançado o primeiro “Almanhaque” do Barão.

  • 1950

    “A Manha” volta a circular, editada em São Paulo, para onde se transfere o Barão.

  • 1952

    O jornal “A Manha” deixa de circular definitivamente.

  • 1955

    Lançado o segundo “Almanhaque” do Barão.

  • 1962

    O Barão de Itararé funda a “A Manha”.

    PCdoB cria “A Classe Operária”.

  • 1964

    Um mês e meio antes do golpe, fecha, em Belo Horizonte, o jornal “Binômio”, que vinha, constantemente, denunciando a possibilidade do golpe de 1 de abril.

    O PCB lança na madrugada de 31 de março para 1 de abril o jornal “Novos Rumos”.

    A ditadura militar fecha o jornal “A Última Hora”, criado em junho de 1951 pelo jornalista Samuel Wainer, com o qual o Barão de Itararé colaborava esporadicamente.

    Millôr Fernandes e uma equipe de craques do jornalismo e do humor lançam o “Pif Paf”, primeiro jornal alternativo de oposição frontal ao regime militar.

    O jornal do PCdoB “A Classe Operária” é impresso em Belo Horizonte por Cesar e Amelinha Teles.

  • 1967

    Nasce, no Rio de Janeiro, “O Sol”, cujo criador foi Reynaldo Jardim...

    Em São Paulo, surge o jornal “Amanhã”. Tonico Ferreira fala sobre o jornal...

    O Movimento Comunista Internacional publica de 1967 a 1969 o jornal “Bandeira Vermelha”.

  • 1968

    “Voz Operária”. Jornal do PCB – o partidão – vai para a clandestinidade com o golpe e resiste.

    Em manifestação na Praça da Sé, a Ação Popular lança seu jornal clandestino “Libertação”, que circula até 1975.

    Surge o jornal “O Guerrilheiro”, da ALN, dirigida por Carlos Mariguella.

    Editada desde 1965, a “Revista Civilização Brasileira”, resistiu por anos à censura mas deixou de circular depois do AI-5, em 13 de dezembro de 1968.

    A Junta Militar publica o Ato Institucional Número 5.

  • 1969

    Nasce o “Pasquim”. O chargista Jaguar, um de seus criadores, pensava em fazer um jornal de bairro para Ipanema, mas conquistou todo o país.

    Na Argélia surge o “FBI – Frente Brasileira de Informação”, chefiada pelo ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes e editado pelo jornalista Marcio Moreira Alves.

  • 1970

    Na França surge o jornal “Debate”, primeira publicação de expressão feita por exilados brasileiros no exterior.

    “Cartas Chilenas” foi criado no Chile pelo jornalista mineira José Maria Rabêlo.

    A partir desse ano, o jornal “Política Operária”, criado antes do golpe pela Polop, passou a ser publicado por uma cisão dessa organização, o POC.

    Em novembro, ao assumir a Arquidiocese de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns determina que o jornal “O São Paulo” publique todas as denúncias de tortura e de outros crimes da ditadura que chegarem a seu conhecimento. Por isso é submetido à censura prévia e os censores passam a ir à redação do jornal.

  • 1971

    A revista “Bondinho” em seu primeiro número foi do desbunde para o transbunde.

    A revista de histórias em quadrinhos politizada “O Grilo” que, sem publicidade e pressionada pela censura, durou apenas um ano.

    Sebastião Nery funda e dirige no Rio de Janeiro, o tabloide “Politika”, que representava as ideias dos nacionalistas e trabalhistas, de Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola... e era visceralmente contra o capital estrangeiro.

    No mês seguinte ao fechamento da revista “O Grilo” a mesma equipe lança o jornal “Ex”.

    Editada por dirigentes da VAR-Palmares no Chile, “Palmares” abre uma importante discussão sobre o isolamento das esquerdas no Brasil.

    Na Bélgica era produzido o jornal “Correio Sindical”, ligado ao PCB.

  • 1972

    Surge o jornal “Opinião”, feito no Rio de Janeiro, com o apoio do industrial Fernando Gasparian.

    O tabloide “Politika”, depois de bater de frente com a censura, é fechado.

    Começa a circular o jornal “Terra Roxa”, dos estudantes da Universidade Estadual de Londrina.

    É lançado por um conjunto de Centros Acadêmicos da Universidade São Paulo a publicação “A Ponte”.

  • 1973

    Criado por exilados brasileiros no Chile, “Brasil Hoy”, essa edição traz na capa a atriz Ângela Diniz.

  • 1974

    Na Argentina o movimento sindical publica “Correio do Brasil”, com denúncias.

    Na Costa Rica, há o “Boletim do Conselho de Paz e Solidariedade”, ligado à Igreja Católica.

    66 jornalistas de Porto Alegre (RS) montam uma cooperativa e criam o “Coojornal”.

    Na capital do Rio Grande do Norte, Natal, surge a revista de humor “Cabramacho”.

    Na França o jornalista Franklin Martins cria a revista “Brasil Socialista”.

  • 1975

    Com a experiência adquirida no Rio de Janeiro, os jornalistas do “Opinião” criam em São Paulo o jornal “Movimento”, sem patrão empresário e mais radical.

    O jornal “O São Paulo” é impedido de publicar a matéria sobre a morte de Vladimir Herzog.

    Em novembro, o jornal “Ex” publicou corajosa reportagem de 8 páginas sobre a morte de Vladimir Herzog, numa edição de 50 mil exemplares que esgotou imediatamente. A reimpressão de mais 20 mil exemplares foi apreendida e o jornal deixou de circular.

    Com o “Ex” sob censura, é lançado o “Mais Um”.

    Surge o jornal “Crítica” que reúne oposicionistas cariocas de diferentes tendências.

    Edição especial do jornal “Movimento” sobre as mulheres é censurada. Em consequência surge a imprensa feminina e feminista.

    Surge o jornal “Brasil Mulher”.

    Em razão dos desentendimentos sobre a linha editorial do jornal “Brasil Mulher”, sua equipe se divide e surge o “Maria Quitéria”, dirigido por Therezinha Zerbini.

    Dirigida pelo deputado cassado Neiva Moreira e cujo editor-chefe era o jornalista Paulo Cannabrava surgem os “Cadernos do Terceiro Mundo”, que circulou até 2007, com uma tiragem de 30 mil exemplares.

    Sai o número 1 do jornal “Unidade Proletária”, feito em conjunto pela Ação Popular e pelo MR-8.

    O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, presidido por Audálio Dantas, cria o jornal “Unidade”.

  • 1976

    Surge o jornal “Nós Mulheres”, de caráter eminentemente feminista.

    Por conta do prejuízo causado pela apreensão da edição de número 56, o jornal “Crítica” teve de fechar.

    Lançado na década de 50 pelo jornalista Limeira Tejo, o “Jornal de Debates” ressurge.

    Inspirado, entre outras, na revista argentina “Crisis”, do escritor Eduardo Galeano, o jornalista gaúcho Marcos Faerman lança a revista “Versus”.

    A Ala Vermelha lança o “ABCD Jornal”.

    Um grupo de jornalistas se demite de seu emprego em Belo Horizonte e cria o jornal “De Fato”, vendido em bancas.

    Em Brasília surge o jornal “Cidade Livre”.

    Com a Chacina da Lapa, o jornalista Carlos Azevedo cai na clandestinidade e se torna colaborador dos jornais “Libertação”, “Classe Operária” e “Movimento”, e fez parte da equipe que escreveu “O livro negro da ditadura”.

  • 1977

    Depois do rompimento entre os jornalistas que faziam o jornal e seu proprietário, Fernando Gasparian, o “Opinião” deixa de circular, abatido pela censura.

    No Rio de Janeiro, fundado por Yedo Ferreira, liderança do movimento negro, foi criado o jornal “Sinba”.

    O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema cria seu jornal “Tribuna Metalúrgica”, que durante as greves de 1978 e 1979 circula diariamente, sempre com a imagem de seu “mascote”, João Ferrador, criada pela jornalista Felix Nunes.

    Em seguida, várias categorias lançam seu jornal: “Portuários”, da Baixada Santista; “O Trabalhador Químico”, “O Metalúrgico”, do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, e o jornal da oposição à diretoria desse sindicato: “Luta Sindical”.

    Publicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP “Avesso” torna-se o porta-voz d debate entre as várias correntes políticas na universidade e pela ousadia gráfica.

    Os estudantes da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) lançam “Cobra de Vidro”. Nesse mesmo ano surgem jornais de estudantes de outras escolas, como a Fundação Getúlio Vargas.

    No Acre surge o jornal “Varadouro” cujo editor-chefe é Elson Martins.

    Depois de 40 edições o jornal “Companheiro”, feito por Ricardo Zarattini, deixa de circular.

    Em Salvador, Bahia, de inspiração anarquista, surge o “Inimigo do Rei”.

    Chega às bancas “Repórter”, sediado era no Rio de Janeiro, e cujo traço principal era a irreverência.

    Com seu grupo político o jornalista Juca Kfouri lana o jornal “Amanhã”, outra divisão do jornal “Movimento”.

  • 1978

    O jornal “Porantim”, cujo slogan é “Em defesa da causa indígena”, é criado pelo Conselho Indigenista Missionário, CIMI, sob a direção do bispo de Goiás e coordenador da Pastoral da Terra, dom Tomás Balduíno.

    A Organização Socialista Internacionalista Trotskista lança o jornal quinzenal “O Trabalho”.

    O jornalista e dramaturgo Aguinaldo Silva lança o jornal “Lampião”, feito por jornalistas homossexuais para tratar do tema.

    Contemporâneo de “Lampião” são os jornais “Beijo”, “Radice”, “Cine Olho”, “Flor do Mal”, “Verbo Encantado”, “Polen”, “Scaps”, “Muda”.

    Surge o jornal “Em Tempo” que era para ser o oposto do “Movimento”.

    Surge o jornal “Amanhã”, um racha da equipe inicial do “Em Tempo” antes mesmo de este ser formado. Houve apenas uma edição.

    Em junho, no mesmo dia a censura é suspensa nos jornais “O São Paulo” e “Movimento”.

    No Rio Grande do Sul, dirigido por Vera Dayse Barcelos, surge o jornal “O Tição”, que reúne ativistas do movimento negro.

    Em São Paulo, passa a circular o “Jonegro”, dirigido pelo jornalista negro Odacir de Matos.

    Os estudantes de Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) lançam o jornal “Metanoia”.

    No Ceará surge o jornal “Mutirão”.

  • 1979

    O jornal “O Berrante” é lançado em Mato Grosso do Sul.

    O “Jornal do Povo” é lançado em Recife, Pernambuco.

    Em Belém do Pará surge o jornal “Resistência”.

    Nasce a Oboré, empresa de jornalistas especializados em fazer jornais para trabalhadores.

    Divisão no jornal “Em Tempo” enseja a criação do “Hora do Povo”, ligado à organização MR-8, que circula livremente nas bancas.

    Promulgada a Lei da Anistia.

    Em novembro, o PCdoB comemora o aniversário da Revolução Soviética e lança o jornal “A Tribuna Operária”.

    Setores das Forças Armadas passam a invadir redações e a incendiar bancas de jornais.

  • 1980

    O PCB lança seu jornal “Voz da Unidade”, cujo editor-chefe é Gildo Marçal Brandão.

    Depois de muitas edições apreendidas e a vender 100 mil exemplares, acuado pelo regime, pela polícia e pela extrema direita, “Repórter” deixa de circular.

  • 1981

    Para retratar a condição da mulher, surge o jornal “Mulherio”.

  • 1982

    Para intimidar o cardeal dom Evaristo Arns, os militares imprimem uma versão falsa do jornal “O São Paulo”.

  • 1983

    Depois de seus editores terem sido processados e condenados e presos por publicarem documentos sobre a morte de Carlos Lamarca, o “Coojornal” é fechado.