As muitas imprensas alternativas

Sinopse

De repente, são muitas as imprensas alternativas. As mulheres, que quase não conseguiam espaço na imprensa, começam por trabalhar nos jornais alternativos como “Movimento”, em 1975, e depois fazem seus próprios jornais. Que também “racham”. De Brasil mulher vão sair o “Nós mulheres”, “Maria Quitéria”, e daí por diante…

E os jornais do movimento negro: do gaucho “Tição” ao paulista “Jonegro” e ao carioca “Sinba”.

Em defesa dos índios surge “Porantim”, que continuava a circular em 2014.

Em 1978, surge “Lampião”, feito por jornalistas homossexuais e que trata abertamente da homossexualidade. E florescem os órgãos da contra cultura: “Beijo”, “Radice”, “Flor do mal”, “Verbo encantado” e outros mais.

Os partidos políticos obrigados à clandestinidade também ousam fazer jornais legais: o “Abcd Jornal”, da ala vermelha; “O trabalho”, trotsquista. Um racha em “movimento”, produz “em tempo”, que também racha e surge “Hora do povo”, do mr-8.
o PCdoB também manda às bancas seu jornal legal, “tribuna da luta operária”. Em seguida, o PCB põe em circulação “Voz da unidade”.

Ressurgem os jornais de sindicatos de trabalhadores, “Tribuna metalúrgica”, do abc, cujo diretor era Luis Inácio da Silva, que ainda não se chamava Lula; jornais dos portuários, dos químicos, dos metalúrgicos de São Paulo, o “Unidade”, dos jornalistas paulistas. Forma-se a Oboré, empresa especializada em fazer jornais sindicais. E se multiplicam os jornais de apoio ao movimento pela anistia, que é conquistada em 1979.

A imprensa alternativa registra festivamente a volta dos exilados políticos.

Roteiro

OTHON BASTOS VIVO
NO EPISÓDIO ANTERIOR VOCÊ VIU COMO A IMPRENSA ALTERNATIVA RESISTIU À VIOLÊNCIA, À CENSURA E SEMPRE ENCONTROU MEIOS DE SE REINVENTAR Para um público CRESCENTE E ÁVIDO POR INFORMAÇÕES. NO EPISÓDIO DE HOJE VOCÊ VAI CONHECER…

“As muitas imprensas alternativas”
BG: “Mulheres de Atenas” Chico (1976)
ATRIZ/VIVO
(numa redação cheia de mulheres trabalhando):
ATUALMENTE, E AS ESTATISTICAS REGISTRAM, AS MULHERES SÃO A MAIORIA NA PROFISSÃO DE JORNALISTAS NO BRASIL. HÁ 40 ANOS ATRÁS TUDO ERA MUITO DIFERENTE… PARA SER ADMITIDA NO JORNAL “O ESTADO DE S. PAULO”, EM 1973, ADÉLIA BORGES TEVE QUE OUVIR COISAS ASSIM:
Fala de Adelia Borges (fita bruta de 1h38′ até 1h39′) de:”você é lésbica?”(…) apesar de ser mulher é competente” (…) até “não olhe para ninguem, aja como…”
OTHON BASTOS
SE NA GRANDE IMPRENSA NÃO HAVIA MUITAS MULHERES JORNALISTAS, NA IMPRENSA ALTERNATIVA ELAS FORAM SE… INFILTRANDO. EM 1975, UMA EDIÇÃO ESPECIAL DO JORNAL MOVIMENTO SOBRE A MULHER FOI IMPEDIDA PELA CENSURA DE IR ÀS BANCAS. É NESTE MOMENTO QUE SURGE ENTÃO A IMPRENSA FEMININA E A IMPRENSA FEMINISTA.
Fala Rosalina Sta. Cruz: Aos 1’15″ da fita bruta: “Brasil Mulher/Terezinha Zerbini e Joana Lopes/Mov. Anistia…” (…) volta em 2h36′ detalhando mais o jornal, mais politico, não diretamente feminista (…) volta em 2h47′ mostrando matérias do BM sobre mulher etc.
ATRIZ/VIVO/OFF:
MAS TODAS AS TENDÊNCIAS TINHAM QUE FLORESCER! E O CAMINHO ERA SEMPRE… “RACHAR”. BRASIL MULHER TAMBÉM RACHOU. TEREZINHA ZERBINI INSISTIA EM QUE O JORNAL NÃO FOSSE FEMINISTA, MAS FOCADO NA LUTA PELA ANISTIA E AS LIBERDADES DEMOCRATICAS. DECIDIU SAIR E FAZER O “MARIA QUITÉRIA”
(imagem do Maria Quiteria):
Fala Terezinha Zerbini aos 40’27″ da fita bruta: “as feministas não queriam mais anistia. Então eu disse: não dá mais. Fui fazer o Maria Quitéria… (…) o nome em parte era para provocar os militares…”
ATOR/OFF:
(imagem dos Nós Mulheres)
A IMPRENSA DE MULHERES SE AMPLIA. EM 1976, SURGE “NÓS MULHERES”, DECLARADAMENTE FEMINISTA.
Fala de Maria Morais (aos 40″ da fita editada/volta aos 3’35″(feminista)/ 4’38″ – “democracia direta”/ Aos 12’30″ da fita bruta: “diferença entre Nós Mulheres e todos os demais/festas de arromba…/libertário”

ATRIZ/VIVO/OFF:
Imagens jornal Mulherio
MULHERIO SURGE MAIS TARDE, EM 1981. QUER RETRATAR A CONDIÇÃO FEMININA. MAS POR QUE MULHERIO?
Fala Adelia Borges (2h08′ fita bruta): Carmen da Silva, grande jornalista, é que deu o nome. Foi muito dificil. Fui procurar um nome no dicionário/mulher publica é prostituta/tudo era pejorativo/ Mulher no coletivo.”
Volta em 2h10′: a equipe: time maravilhoso/reunião de pauta pegava fogo.”

BG: “Upa neguinho” -Edu Lobo, 1968./ Ou “Mestre sala dos mares”, de 1975. (Aldir Blanc e João Bosco)
OTHON BASTOS
EM 1978, COM UM CERTO RECUO DA DITADURA, TODAS AS FORÇAS VIVAS DA SOCIEDADE ANSEIAM POR SE MANIFESTAR. ESTÁ NASCENDO O MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO. AS COMUNIDADES AFRODESCENDENTES SE REORGANIZAM PARA RETOMAR A LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO E PELOS DIREITOS DOS NEGROS.
ATRIZ/VIVO/OFF:
(imagens dos jornais citados)
No Rio Grande do Sul surge o Tição, dirigido Vera Dayse Barcelos, reunindo militantes de esquerda e ativistas negros, com um foco muito claro: demolir o mito da democracia racial.
No mesmo momento, começa a circular em São Paulo, O Jonegro, sob a direção de Odacir de Matos, ele também um jornalista negro.
No Rio de Janeiro, já circulava, desde 1977, o jornal Sinba. Fundado por Yedo Ferreira, liderança do movimento negro.
BG música indígena:
(musica do kuarup ou maricomalo, do Xingu)
OTHON BASTOS
AS COMUNIDADES INDÍGENAS SE UNEM PARA DEFENDER SUAS TERRAS E SUA IDENTIDADE AMEAÇADAS PELO AVANÇO DAS GRANDES EMPRESAS AGROPECUÁRIAS. OS JORNAIS ALTERNATIVOS DÃO DESTAQUE à SUAS LUTAS.
ATRIZ/VIVO/OFF:
EM 1978, O CIMI — CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO — LANÇA O JORNAL PORANTIM, COM O SLOGAN “EM DEFESA DA CAUSA INDÍGENA”, SOB A DIREÇÃO DE DOM TOMÁS BALDUINO, BISPO DE GOIÁS E COORDENADOR DA COMISSÃO PASTORAL DA TERRA.
EM 2013 O PORANTIM CONTINUAVA A CIRCULAR MENSALMENTE, INCANSAVEL NA DENUNCIA DAS AGRESSÕES CONTRA OS ÍNDIOS.
BG: rosa de hiroshima, 1973 (ney matogrosso, composição de vinicius de moraes e gerson conrad)
OTHON BASTOS
TAMBÉM EM 1978 VAI ÀS BANCAS UM JORNAL QUE ROMPE BARREIRAS DO COMPORTAMENTO. FEITO POR JORNALISTAS HOMOSSEXUAIS, TRATA ABERTAMENTE DO TEMA. O EDITOR CHEFE FOI O JORNALISTA E DRAMATURGO AGUINALDO SILVA:
Fala de Aguinaldo Silva: (fita bruta aos 55’40″): “em 1978 me telefona Luis Antonio Mascarenhaa (…) vai até 57’10″ “… que não comem carne.”
Volta à 1 hora em ponto: “nome do jornal era Esquina (…) virou Lampião (…) brincadeira com Virgulino (…) o maior exemplo de machismo”.
Volta às 1hora e 19′: “37 edições. Eu era muito cobrado. Um belo dia eu decidi sair (…) parado em blitz, eu dizia ‘é jornal de viado’ …
Volta a 1h23′: “o grande mérito foi fazer com que certos temas saissem das sombras…”
ATRIZ VIVO
(com imagens dos jornais citados)
CONTEMPORÂNEOS DO LAMPIÃO, SURGEM JORNAIS DE CONTRA CULTURA, COMO BEIJO, RADICE, CINE OLHO, FLOR DO MAL, VERBO ENCANTADO, POLEN, SCAPS, MUDA.
ATOR/VIVO/OFF:
ESSES JORNAIS SÃO INSPIRADOS POR INTELECTUAIS COMO JULIO CESAR MONTENEGRO, LUIS CARLOS MACIEL, TORQUATO NETO, PAULO LEMINSKY, HELIO OITICICA, OS IRMÃOS CAMPOS E MUITOS OUTROS.

Sobe-som: /Mauricio Tapajós e Paulo Cesar Pinheiro: PESADELO: “Quando um muro separa, uma ponte une…”
OTHON BASTOS
EM 1975, OS MOVIMENTOS POPULARES DÃO SINAIS DE ANIMAÇÃO. ORGANIZAM-SE PARA DENUNCIAR A CARESTIA, FORMAM OPOSIÇÕES NOS SINDICATOS DOMINADOS POR PELEGOS… AS ORGANIZAÇÕES POLITICAS CLANDESTINAS PROCURAM FAZER JORNAIS LEGAIS PARA SE APROXIMAR DAS LUTAS DOS TRABALHADORES.
ATOR/VAI PARA OFF:
EM 1976 A ALA VERMELHA LANÇA O ABCD JORNAL:
Fala de Alípio Freire: fita editada aos 3’56″: “este foi nosso primeiro jornal de massa:abcd jornal…” lê algumas manchetes.
EM 1978, A ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA INTERNACIONALISTA, TROTSQUISTA, LANÇA O JORNAL QUINZENAL “O TRABALHO”.
Fala Paulo Moreira Leite: aos 4’50″(fita editada): “a redação era na minha casa, em cima era minha casa, em baixo era a redação…” até “ia fechando”.
ATRIZ/VIVO:
E VEJA A OUSADIA: O JORNAL CIRCULAVA ABERTAMENTE!
Fala José Americo: aos 14’56″:”eu vendia muito jornal na Folha de São Paulo (…) muita gente apoiava…”
ATOR VIVO/OFF
Os jornais vão surgindo e vão também… rachando. Em agosto de 1979 quem racha é o jornal Em Tempo, que já era um racha do Movimento. Surge então o “Hora do Povo”, ligado à organização MR-8. Já era um tempo de mais liberdade, com a Anistia decretada e o “Hora do Povo”pôde circular livremente, vendido nas bancas de jornais.

Fala de: (?)

ATRIZ/VIVO/OFF:
MOSTRA A TRIBUNA:
EM NOVEMBRO DE 1979, O PCdoB COMEMORA O ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO SOVIÉTICA LANÇANDO SEU JORNAL LEGAL, A TRIBUNA DA LUTA OPERÁRIA.
Fala de Bernardo Jofilly à 1h46″ fita bruta: “jornal sai em outubro,numero zero… Legal, algumas bancas, rodoviária, porta de fábrica era distribuido pelos militantes, os tribuneiros… pico foi 60 mil…”
Volta em 1h51′: Bernardo/Olivia: “remunerados, mau, mas sim… começou quinzenal depois foi semanal”

ATOR/OFF:
EM MARÇO DE 1980, É O PCB — O PARTIDÃO — QUE PÕE SEU JORNAL LEGAL EM CIRCULAÇÃO, VOZ DA UNIDADE. GILDO MARÇAL BRANDÃO FOI O EDITOR-CHEFE.
Fala Gildo Marçal Brandão: aos 4′ da fita bruta: “na época começa a preparar o jornal, Voz da Unidade, jornal legal…” vai até 5′: “o jornal sai sob a nossa orientação.”
ATOR/VIVO:
SURGEM TAMBÉM OSJORNAIS DE TRABALHADORES, JORNAIS DE SINDICATOS. AFINADOS COM O RESSURGIMENTO DAS GRANDES GREVES OPERÁRIAS QUE IRIAM MUDAR A HISTÓRIA DO PAÍS:
sobe-som: “Eu acredito é na rapaziada — Gonzaguinha “Vamos à luta — 1980)
OTHON BASTOS
A PARTIR DE 1977, TRIBUNA METALURGICA, JORNAL DO SINDICATO DOS TRABALHADORES METALURGICOS DE SÃO BERNARDO DO CAMPO E DIADEMA, ORIENTA AS LUTAS NAS FÁBRICAS. NA CAPA, O NOME DE SEU DIRETOR, LUIS INACIO DA SILVA, QUE AINDA NÃO ERA O LULA.
ATOR/ VIVO/OFF
(vai mostrar João Ferrador)
NAS GREVES DE 1978 E 1979 CHEGOU A CIRCULAR DIARIAMENTE. SEMPRE ESTAMPANDO AS MENSAGENS E A IMAGEM HISTÓRICA DE JOÃO FERRADOR, CONCEBIDA PELO JORNALISTA FELIX NUNES.
Fala Sergio Gomes: fita bruta 3h28′ : “Lula queria um jornal para a Volks, outro para a Ford, outro para a Scania, para cada um deles jornal diferente…”
ATOR E ATRIZ/VIVO/OFF:
JUNTOS, VÃO MOSTRANDO. ELE FALA O NOME DE ALGUNS, ELA FALA DOS OUTROS:
LOGO, SÃO MUITOS JORNAIS SINDICAIS. SÓ ALGUNS EXEMPLOS: PORTUARIOS, DA BAIXADA SANTISTA; O TRABALHADOR QUIMICO, O METALURGICO, DO SINDICATO DOS METALURGICOS DE SÃO PAULO; LUTA SINDICAL, QUE É JORNAL DA OPOSIÇÃO SINDICAL DOS METALURGICOS DE SÃO PAULO:
Fala Cloves de Castro/2h29′ fita bruta: “jornal luta sindical surge em 1976…”
ATRIZ/VIVO/OFF:
É UMA FEBRE QUE SE ESPALHA PELO PAÍS. UM GRUPO DE JORNALISTAS FORMA A OBORÉ, UMA EMPRESA ESPECIALIZADA EM FAZER JORNAIS PARA TRABALHADORES.
Fala de Sergio Gomes/ em 3h04′: “fomos para o sindicato fazer pesquisa para saber o que interessava ao trabalhador…” volta em 3h6′: “Oboré, alternativa à imprensa alternativa, o Trabalhador Quimico, março de 1978…” volta em 3h44″: “350 entidades de classe organizadas pela Oboré ao longo dos anos(…)
ATOR/VIVO/OFF:
OS JORNALISTAS DE SÃO PAULO JÁ CONTAVAM COM O JORNAL DO SINDICATO — UNIDADE — DESDE 1975, QUANDO UMA FRENTE AMPLA ELEGEU UMA DIRETORIA DE OPOSIÇÃO. O PRESIDENTE ERA AUDALIO DANTAS.
ATRIZ/OFF
c/imagem do jornal:
UNIDADE COMEÇA A CIRCULAR EM AGOSTO. E EM OUTUBRO ENFRENTA A DITADURA DENUNCIANDO O ASSASSINATO DO JORNALISTA VLADIMIR HERZOG. PUBLICOU UMA CAPA HISTÓRICA, TODA PRETA APENAS COM UMA PALAVRA E UMA SILHUETA: VLADO.

Fala de José Hamilton: fita editada 4’33″:”eu vim para o sindicato… Parece que todo mundo queria gritar, esbravejar, rezar, aquela agitação, foi aquela semana do sindicato”.
Fala de Audálio: fita editada aos 9′: “edição histórica, nosso medo, nossa coragem, nossa fé…”
Fala de Fernando Pacheco: fita editada aos 9’30″; foi feita uma convocação geral (…) capa de Helio de Almeida, genial”.
TABLETOP DE JORNAIS…
ATOR/ATRIZ/VIVO
1975, A ONU ELEGE O ANO INTERNACIONAL DA MULHER. TEREZINHA ZERBINI ESTÁ PRESENTE E DENUNCIA A REPRESSÃO NO BRASIL. DE VOLTA, ORGANIZA O MOVIMENTO NACIONAL PELA ANISTIA.
OTHON BASTOS
EM TORNO DA ANISTIA, MAIS JORNAIS VÃO SURGINDO PELAS UNIVERSIDADES, SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES POPULARES E NAS IGREJAS. A CAMPANHA VAI ATÉ ÀS ARQUIBANCANDAS DO ESTADIO DO PACAEMBU QUANDO A TORCIDA DO CORINTHIANS ESTENDE UMA FAIXA PELA ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA. A ANISTIA, EMBORA PARCIAL, É PROMULGADA EM 28 DE SETEMBRO DE 1979.
Sobe som — o bêbado e o equilibrista — c/Elis
ATOR/OFF: (imagens da volta)
EM SEGUIDA, OS EXILADOS COMEÇAM A RETORNAR AO PAÍS. VOLTAM MIGUEL ARRAES, BRIZOLA, PRESTES, JOÃO AMAZONAS. SÃO CENTENAS, ALGUNS MILHARES QUE REENCONTRAM A TERRA NATAL.
Fala José Maria Rabelo: fita editada aos 7’38″ –
“Foi um reencontro extraordinário, como se estivéssemos partido na véspera…”
ATRIZ/VIVO/OFF
Música em BG — qual? VAI PASSAR… Chico Buarque

OTHON BASTOS
NO PRÓXIMO EPISÓDIO DA SÉRIE, VOCÊ VAI SABER COMO A IMPRENSA ALTERNATIVA E CLANDESTINA ACABOU SE ESPALHANDO PELO BRASIL INTEIRO.

Publicado por

Documentários e depoimentos que buscam entender o que levou jornalistas consagrados a embarcarem, com um punhado de focas, ativistas políticos e intelectuais, naquelas naus incertas “sem aviso prévio e sem qualquer itinerário”, como disse o poeta.

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