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Jornalista ameaçado

Jornalista ameaçado

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Notabilizado há anos principalmente por seu trabalho de denúncia e combate contra o trabalho escravo em empresas, o jornalista Leonardo Sakamoto está sendo vítima da publicação de uma entrevista apócrifa e de ofensas e ameaças à própria vida, pelas redes sociais, de parte de indivíduos que se abrigam sob o “anonimato público” da internet.

A propósito, a ABRAJI-Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo publicou a nota abaixo transcrita, que contém um link para o blog do próprio Sakamoto no UOL Notícias, no qual ele descreve e comenta todo o episódio.

Ameaças a Leonardo Sakamoto devem ser investigadas

A Abraji se solidariza com o jornalista Leonardo Sakamoto, que tem sido alvo de uma avalanche de ameaças on-line. Os ataques começaram após a divulgação de uma falsa entrevista com ele (leia mais aqui). O Facebook tirou do ar perfis de usuários com mensagens de ódio contra o jornalista, que recebeu nos últimos dias 37 ameaças de morte.

Cópias dos registros de ameaça foram entregues ao procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Rios, da Procuradoria-Geral da República. O jornalista também afirma que adotará medidas judiciais em relação aos autores da falsa entrevista.

A Abraji espera que as autoridades apurem o caso com rapidez e identifique os responsáveis pelas ameaças contra o jornalista. A impunidade em casos como este serve de estímulo para que mensagens de ódio se transformem em crimes violentos.

Diretoria da Abraji, 12.fev.2016

O Instituto Vladimir Herzog, que tem entre seus principais valores a defesa da liberdade de expressão, aplaude e endossa essa manifestação da ABRAJI, acrescentando sua própria condenação veemente ao mau uso daquela liberdade, tanto pelo jornal que publicou uma entrevista falsa atribuída a Sakamoto, como por aqueles que, iludidos pelo jornal, ultrapassam venenosamente os limites da crítica e avançam pelo perigoso terreno das ofensas e ameaças públicas à integridade física e à própria vida do jornalista.

A internet é como uma arma, não tem moral. Pode ser usada para o bem ou para o mal, dependendo de quem e como a empunha.  E potencializa qualquer manifestação individual. Por isso, especialmente a quem a utiliza se impõe o dever de respeito à liberdade de expressão alheia, como na afirmação atribuída a Voltaire: “Desaprovo o que você afirma, mas defenderei até a morte seu direito de afirmá-lo”.

 

Links sobre o caso:

 

Blog do Sakamoto         Portal Imprensa