Fanatismo criminoso vitima a liberdade de expressão

Fanatismo criminoso vitima a liberdade de expressão

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Nota do IVH

8 de janeiro de 2015
Paris foi abalada nesta quarta-feira passada por um violento atentado contra a Redação do semanário satírico “Charlie Hebdo”, que vitimou pelo menos 23 pessoas: 12 mortos e 15 feridos, entre os quais os renomados chargistas Charb, Cabu, Wolinski e Tignous, o jornalista Bernard Maris e ainda dois policiais.

Segundo testemunhas, o atentado foi cometido por pessoas que gritavam mensagens islâmicas, o que pode indicar que sua motivação foram charges sobre Maomé publicadas há anos pelo jornal.

A propósito do atentado, o jornal “Le Monde” divulgou nota de solidariedade em que manifesta sua estupefação e sua indignação, sua solidariedade à equipe do jornal e suas condolências às famílias das vitimas.

A nota afirma que “a maior prejudicada foi a liberdade de pensamento e de expressão, portanto os valores fundadores de nossa sociedade”, o que “reforça nossa certeza de que é necessário lutar contra a ignorância, a intolerância, o obscurantismo e o fanatismo. Mais que nunca é indispensável lembrar que a liberdade de imprensa é inegociável”.

A liberdade de culto religioso é um direito básico, assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, da mesma forma que a liberdade de opinião e expressão. Mas a transformação da fé em fanatismo cego e criminoso, que tolhe a liberdade de pessoas, incapacita, fere e mata, é inaceitável e merece a mais veemente condenação de toda a sociedade.

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