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Exposição Resistir é Preciso em Brasília

Exposição Resistir é Preciso em Brasília

Prestigiados pela presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), Maria do Rosário (Secretaria dos Direitos Humanos) e Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, entre cerca de 150 pessoas, o Banco do Brasil e o Instituto Vladimir Herzog promoveram no dia 5 de agosto a solenidade de abertura da exposição Resistir é preciso…, no Centro Cultural Banco do Brasil, na capital federal. Também prestigiaram o evento dirigentes do Banco do Brasil, Correios, Grupo EBC, entre outros convidados.
A mostra é uma realização do Instituto em parceria com o Ministério da Cultura, Banco do Brasil, BNDES e Correios, para contar a História da resistência da imprensa à ditadura instalada em 1964 no Brasil. Com entrada gratuita, a exposição fica na cidade até 22 de setembro de 2013. Em 12 de outubro vem para São Paulo, em seguida para Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
A mostra reúne um expressivo conjunto de obras de arte e documentos históricos que apresentam a militância dos artistas e jornalistas denunciando abusos e crimes da ditadura. Entre os painéis da exposição está a coleção de Alípio Freire, jornalista e ex-preso político, que reuniu obras de arte de artistas plásticos como Sérgio Freire, Flávio Império, Sérgio Ferro e Takaoka, produzidas no período de cárcere, no presídio Tiradentes, em São Paulo.

“A proposta da exposição é compartilhar com o público, principalmente com os mais jovens, as lutas de jornalistas e da classe artística pela reconstrução democrática, ocorridas nas décadas de 1960 a 1980, incluindo as diversas correntes de oposição ao regime militar e os difíceis casos de torturas e perseguições”, explica Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog.
Amplamente divulgada pela imprensa e nas redes sociais, a exposição já alcançou grande interesse entre internautas e escolas, com mais de 400 mil visitas pela internet e já com a agenda lotada, até o final da mostra, para visitas de grupos de estudantes.
A máquina de escrever Olympia portátil que Vladimir Herzog comprou em Londres, quando trabalhou na BBC no início da década de 1960, é uma das peças da exposição “Resistir é preciso…”.