No 8 de março, documentário sobre mulheres da periferia estreia em São Paulo

No 8 de março, documentário sobre mulheres da periferia estreia em São Paulo

Documentário “Nós, Carolinas”, criado e dirigido pelo coletivo “Nós, mulheres da periferia”, questiona invisibilidade de moradoras das margens da cidade de São Paulo

No Dia Internacional da Mulher, o coletivo Nós, mulheres da periferia, formado por comunicadoras que promovem narrativas sobre ser mulher nas margens da cidade de São Paulo, realizou na Galeria Olido a pré-estreia do vídeo “Nós, Carolinas”. Este é o primeiro documentário realizado pelo grupo e apresenta vivências de mulheres moradoras de quatro regiões da capital paulista.

No filme, o público transita entre bairros e experiências de vidas relatadas em primeira pessoa. Racismo, solidão, maternidade e a busca da autoestima são alguns dos temas levantados sobre as condições de ser mulher, negra e periférica. As entrevistadas, que têm entre 18 e 93 anos, embora possuam trajetórias diferentes, estão conectadas por elementos cotidianos, como os impactos do machismo e desigualdades raciais e sociais ainda presentes no Brasil.

“A nossa proposta foi de ouvir e partilhar histórias pessoais que são ignoradas ou desvalorizadas. Para nós, o processo de empoderamento passa necessariamente pela ocupação do lugar de fala. E a nossa busca é não nos acomodar em rótulos, estereótipos, reconhecendo a diversidade do universo feminino nas periferias”, explica Bianca Pedrina, jornalista e cofundadora do coletivo “Nós, mulheres da periferia”.

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Integrantes do coletivo “Nós, mulheres da periferia”, que dirige o documentário ‘Nós, Carolinas’

“Nós, mulheres da periferia”
O coletivo “Nós, mulheres da periferia” surgiu em 2014 com o lançamento do site www.nosmulheresdaperiferia.com.br, criado por jovens jornalistas que já trabalhavam juntas no Mural – Agência de Jornalismo das Periferias. A primeira grande ação do coletivo foi uma campanha em que fotografavam mulheres com uma placa com a hashtag #EuMulherDaPeriferia.

“Quando a gente fala que nossas mães e nossas avós sempre foram feministas por mais que não tivessem esse referencial teórico, é porque estamos falando de um potencial social que existe na quebrada que às vezes não é dito, que fica apagado”, diz Jéssica Moreira.

Segundo o coletivo, a representação da mulher na grande mídia pode ser reduzida a “uma meia dúzia de caixinhas”. “A mulher da periferia sempre aparece como vítima, subalterna, ignorante. A gente quer mostrar que existe diversidade e resistência”, afirma Lívia Lima, integrante do coletivo.

Após a pré-estreia, o “Nós, mulheres da periferia” realizará um circuito de exibição do documentário em diferentes regiões da cidade, incluindo Cidade Tiradentes e Guaianases, na zona Leste, Parque Santo Antônio, na zona Sul; Jova Rural, zona Norte e Perus, região Noroeste, os bairros das protagonistas Carolina Augusta, Joana Ferreira, Renata Ellen Soares e Tarcila Pinheiro.

Confira o circuito de exibição que, neste primeiro momento, abrange apenas a cidade de São Paulo:

11/3 | 15h: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes
Rua Inácio Monteiro, 9600 – Cidade Tiradentes

16/3 | 20h: CIEJA Campo Limpo
Rua Cabo Estácio da Conceição, 176 – Parque Maria Helena

18/3 | 14h: Biblioteca Cora Coralina
Rua Otelo Augusto Ribeiro, 113 – t

24/3 | 20h: Biblioteca José Anchieta
Rua Antônio Maia, 651 – Perus

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