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Instituto Vladimir Herzog promove série de eventos culturais gratuitos em celebração aos 75 anos de nascimento de Vlado (2012)

Instituto Vladimir Herzog promove série de eventos culturais gratuitos em celebração aos 75 anos de nascimento de Vlado (2012)

Documentários políticos da América Latina, concertos multimídia no Auditório do Ibirapuera, exposição sobre a Anistia e debate internacional sobre Direitos Humanos são algumas das atrações

De final de Maio a início de Julho, a cena cultural paulistana recebe eventos gratuitos de cinema, artes gráficas e música erudita que retratam, de forma artística, o impacto de movimentos políticos, como a ditadura e o holocausto, na vida da sociedade contemporânea. A iniciativa é do Instituto Vladimir Herzog, com apoio do Ministério da Cultura, para celebrar os 75 anos de nascimento de Vlado, jornalista que dá nome ao Instituto e foi torturado e assassinado em 1975 pela ditadura em São Paulo.

“Além de ter nesses eventos uma forma de celebrar o que representa a vida de Vladimir Herzog no cenário político brasileiro, procuramos reunir atividades gratuitas e culturais que possam contribuir para a discussão sobre a importância da memória para um povo; assunto este muito atual e necessário neste momento em que defendemos a instauração de uma Comissão da Verdade no Brasil”, afirma Ivo Herzog, diretor executivo do Instituto e filho do jornalista. As diferentes linguagens, de filmes a concerto, passando por imagens históricas e mesa-redonda sobre os Direitos Humanos no Brasil, conterão mensagens em favor da democracia, liberdade, direito dos cidadãos à vida e à justiça e fim da violência.

As atrações têm início com a Mostra de Cinema “Memória e Transformação” e Exposição de Cartazes sobre a Anistia, exibidos na Cinemateca Brasileira e, no caso dos filmes, também no CineSESC. Na abertura desses eventos, em 31 de Maio, será exibido o único documentário dirigido pelo jornalista Vladimir Herzog, o curta Marimbás (1963) e o filme Tire diré (1960), de Fernando Birri, mestre do documentarismo argentino, professor e parceiro de Vlado.

A Mostra Memória e Transformação apresentará 49 documentários produzidos a partir de 1950 até os dias atuais sobre o cenário sócio-político latino, com foco em obras que tratam das lutas de resistência às ditaduras militares, governos totalitários e outras formas de opressão do poder contra o povo, grupos étnicos ou minorias. Entre os destaques: O Edifício dos Chilenos (Macarena Aguiró, 2010); Vlado, 30 anos depois (João Batista de Andrade, 2005); Nostalgia da Luz (Patricio Guzmán, 2010), entre muitos outros. A exibição desse último será em formato de aula magna seguida de debate com o diretor chileno Patricio Guzmán, em 8 de Julho.

A exibição dos filmes na Cinemateca ocorrerá de 19 de Junho a 8 de Julho e no CineSESC, de 29 de Junho a 5 de Julho. O público também terá a oportunidade de conhecer, na Cinemateca, a Exposição de Cartazes sobre a Anistia, que conta com 60 expressões artísticas sobre o tema até 8 de Julho.

Outra grande atração gratuita que o Instituto Vladimir Herzog traz a São Paulo é a cantata “O Diário de Anne Frank”, uma produção musical erudita que será apresentada pela primeira vez nas Américas na semana do aniversário de nascimento do jornalista Vladimir Herzog – dias 29 e 30 de Junho e 1º de Julho no Auditório do Ibirapuera. Será, ainda, a primeira vez em todo o mundo que a obra, de autoria de Leopoldo Gamberini (1922 – Abril de 2012) e de Otto Frank, pai de Anne, será apresentada em sua versão integral, com orquestra sinfônica, coral com 110 cantores, bailarina, solista e muitos recursos audiovisuais para retratar a história da menina que foi vítima do holocausto da Segunda Guerra Mundial. Toda a peça será regida pelo maestro brasileiro Martinho Lutero, que recebeu todo o direcionamento para a execução da cantata diretamente de seu autor.

Para finalizar a Semana Vladimir Herzog, em 28 de Junho, o Itaú Cultural recebe a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Amérigo Incalcaterra, representante regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos para a América do Sul; e Tito Milgram, curador do Museu Yad Vashem, em Jerusalém (Israel), no Seminário Direito à Verdade e à Memória, mediado por Sérgio Adorno, diretor do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Nesse encontro, serão compartilhadas as experiências de países latino-americanos no resgate da memória e justiça aos autores de violências cometidas durante os governos militares (Amérigo), a percepção judaica sobre o holocausto, pela visão de Milgram e os movimentos para maior transparência na História recente do Brasil, pela ministra Maria do Rosário.

A Mostra de Cinema tem patrocínio exclusivo do BNDES por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e apoio do Ministério da Cultura. Os demais eventos organizados pelo Instituto Vladimir Herzog são patrocinados pela Souza Cruz, Camargo Corrêa, Syngenta, Banco Safra e as fundações Arymax e Carlos Chagas, entidade esta mantenedora do IVH, além da parceria com a Cinemateca Brasileira, CineSESC e Itaú Cultural.

Confira as atrações:

Ministério da Cultura e Instituto Vladimir Herzog promovem Mostra de Cinema “Memória e Transformação”

A Mostra de Cinema “Memória e Transformação: o documentário político na América Latina ontem e hoje” apresentará, gratuitamente, 49 documentários produzidos a partir dos anos 50 até os dias atuais sobre o cenário sócio-político latino-americano.

A exibição dos filmes na Cinemateca ocorrerá de 19 de Junho a 8 de Julho e no CineSESC, de 29 de junho a 5 de julho. O público também terá a oportunidade de conhecer, na Cinemateca, a Exposição de Cartazes sobre a Anistia, que conta com 60 expressões artísticas sobre o tema até dia 08 de Julho.

Alguns dos filmes que compõem a mostra:

  • Vlado, 30 anos depois, Brasil, João Batista de Andrade
  • O Edifício dos Chilenos, Chile, de Macarena Aguiró
  • A Ilha, Arquivos de uma tragédia, Guatemala, de Uli Seltzer
  • Diário de uma Busca, Brasil,de Flávia Castro
  • Nostalgia da Luz, Chile, de Patricio Guzman
  • Hércules 56, Brasil, de Silvio Da-Rin
  • Utopia e Barbárie, Brasil, de Silvio Tendler

Ainda como parte da Mostra de Cinema, 60 estudantes universitários de Cinema poderão inscrever-se em um curso gratuito com o cineasta chileno Patricio Guzmán, de 4 a 7 de Julho, que estará em São Paulo especialmente para o evento e poderá compartilhar suas técnicas com esses alunos. Para participar, os interessados devem inscrever-se no site do Instituto Vladimir Herzog (www.vladimirherzog.org/mostra), onde também receberão instruções para a seleção. O encerramento será aberto ao público, quando Guzmán dará uma aula magna na Cinemateca com a apresentação de seu documentário Nostalgia da Luz (2010), seguido de debate sobre a obra.

==Coquetel de Lançamento

Exibição dos curtas Marimbás (Vladimir Herzog, 1963) e Tire diré (Fernando Birri, 1960)

Data: 31 de Maio

Horário: 19h

Local: Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207)

==Exposição de cartazes sobre a Anistia

De 31 de Maio a 8 de Julho na Cinemateca Brasileira

== Mostra de Cinema Memória e Transformação

De 19 de Junho a 8 de Julho na Cinemateca Brasileira

De 29 de Junho a 5 de Julho no CineSESC (Rua Augusta, 2075)

== Curso de Cinema com Patricio Guzmán

Data: 4 a 7 de Julho

Horário: das 16h30 às 20h30

Local: Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo)

Vagas: limitadas a 60 alunos – inscrição pelo site www.vladimirherzog.org/mostra

==Aula Magna com Patricio Guzmán

Data: 8 de Julho

Horário: das 18h às 21h, com a exibição do filme Nostalgia da Luz, dirigido pelo cineasta, seguido de debate sobre o tema.

Aberto ao público 

Cantata multimídia O Diário de Anne Frank

no Auditório do Ibirapuera, com entrada franca

Exibido pela primeira vez nas Américas, O Diário de Anne Frank vem a São Paulo a convite do Instituto Vladimir Herzog para celebrar os 75 anos de nascimento de Vlado. O espetáculo internacional terá apresentações nos dias 29 e 30 de Junho e 1 de Julho no Auditório do Ibirapuera, com entrada franca ao público. A cantata será regida pelo maestro brasileiro Martinho Lutero Galati, que comandará cerca de 180 pessoas no palco, entre 110 cantores do Coro Luther King, a Orquestra Sinfônica de Campinas, o soprano Olga Sober (Saraievo), a cellista Yuriko Mikami (Japão), a atriz e bailarina Clarisse Abujamra dançando coreografia de Décio Otero (Ballet Stagium) e Naum Alves de Souza. Além de música e dramaturgia, conta ainda com efeitos visuais produzidos pelo designer Kiko Farkas.

Será a primeira vez em todo o mundo que a obra, de autoria de Leopoldo Gamberini (1922 – Abril 2012) e de Otto Frank, pai de Anne, será apresentada em sua versão integral, com orquestra sinfônica, coral com 110 cantores, bailarina, solista e muitos recursos audiovisuais para retratar a história da menina que foi vitimada pelo holocausto da Segunda Guerra Mundial. Toda a peça será regida pelo maestro brasileiro Martinho Lutero Galati, que recebeu todo o direcionamento para a execução da cantata diretamente de seu autor.

Natural de Minas Gerais (Alpercatas), o maestro Martinho ingressou na música muito jovem. Aos 17 anos, após experiências na regência de concertos no Teatro Municipal de São Paulo e do Coro da Juventude Musical de São Paulo, fundou a Rede Cultural Luther King, onde dirigiu mais de 2000 concertos. Após mais estudos em Buenos Aires, na Argentina, parte para Moçambique, na África, para um trabalho de pesquisa sobre música tradicional a serviço da UNESCO. Atualmente, Martinho Lutero Galati é professor do Instituto de Musicologia de Milão, na Itália, regente da Piccola Orchestra Sinfônica di Milano e ainda trabalha com teatros na Alemanha e Suíça. É diretor, até hoje, da Rede Cultural Luther King.

“Tive o imenso prazer de conhecer e aprender com o senhor Gamberini, que me apresentou toda a peça e seus detalhes para uma execução completa, adicionando expressões variadas à composição sinfônica, como dança, canto e recursos eletrônicos que deixam o cenário de guerra ainda mais realista”, conta o maestro Galati.

A história da menina Anne será interpretada pela violoncelista Yuriko Mikami e do soprano Olga Sober (Saraievo). A mulher madura em que ela se transforma nessa nova narrativa é a atriz e bailarina Clarisse Abujamra, que celebrará a vida por meio de sua leve dança, coreografada por Décio Otero, fundador do Ballet Stagium. As vozes do Coro Luther King e a Orquestra Sinfônica de Campinas, completam o elenco dirigidos cenicamente por Naum Alves de Souza.

“Estamos muito contentes em trazer essa grande obra ao Brasil, principalmente porque será na celebração dos 75 anos de nascimento de Vlado que a peça será executada pela primeira vez integralmente, em todo o mundo. A história de Anne Frank se tornou um verdadeiro símbolo de resistência à violência, que transcende ao período do nazismo e é mais uma face da História que queremos relembrar em defesa dos direitos humanos em todas as sociedades e em todos os tempos”, completa Ivo Herzog.

== Cantata O Diário de Anne Frank

Datas: 29 e 30 de Junho e 1º de Julho

Horários: sexta-feira e sábado, às 21h

Domingo às 19h

Local: Auditório do Ibirapuera – Parque do Ibirapuera

Entrada: gratuita mediante retirada de ingressos.

Ficha técnica:

O Diário de Anne Frank

Cantata cênica para orquestra sinfônica, coro e soprano solista.

Compositor: Leopoldo Gamberini ( Itália 1922-2012 )

Coro Luther King

Orquestra Sinfônica de Campinas

Yuriko Mikami (Japão) – violoncelo

Olga Sober (Saraievo) – soprano

M° Martinho Lutero Galati – direção artística

Clarisse Abujamra – dança e textos

Naum Alves de Souza – cena

 

Seminário Direito à Verdade e à Memória

Em 28 de Junho o Itaú Cultural recebe a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, Amérigo Incalcaterra, representante regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos para a América do Sul, e Tito Milgram, curador do Museu Yad Vashem, em Jerusalém (Israel), no Seminário Direito à Verdade e à Memória, mediado por Sérgio Adorno, diretor do Núcleo de Estudos da Violência da USP. Nesse encontro, serão compartilhadas as experiências de países latino-americanos no resgate da memória e justiça aos autores de violências cometidas durante os governos militares (Amérigo), a percepção judaica sobre o holocausto, pela visão de Milgram e os movimentos para maior transparência na História recente do Brasil, pela ministra Maria do Rosário.

== Seminário Direito à Verdade e à Memória

Data: 28 de Junho

Horário: às 20h

Local: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149

Entrada gratuita

Sobre o Instituto Vladimir Herzog:

Criado em 25 de Junho de 2009, o Instituto Vladimir Herzog tem a missão de contribuir para a reflexão e produção de informações que garantam o direito à vida e o direito à justiça. Sua fundação se inspirou na trajetória de vida do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 pela ditadura, bem como nos principais valores ligados a essa trajetória: democracia, liberdade e justiça social.

Tendo como bandeira a frase de Herzog “Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados”, o Instituto é uma OSCIP, organização sem fins lucrativos, com neutralidade político-partidária.


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