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Instituto Vladimir Herzog e OSESP trazem pela primeira vez ao Brasil a pianista Ursula Oppens (2014)

Instituto Vladimir Herzog e OSESP trazem pela primeira vez ao Brasil a pianista Ursula Oppens (2014)

Concerto foi programado para relembrar o golpe de 64, que instalou a ditadura no Brasil

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), em parceria com o Instituto Vladimir Herzog, apresenta pela primeira vez no Brasil a pianista norte-americana Ursula Oppens. No seu repertório estão as 36 variações de Frederic Rzewski para a canção chilena de protesto “O Povo Unido Jamais será Vencido!”, composta por Sergio Ortega.

Estas 36 variações foram compostas por Rzewski e dedicadas a Oppens, com quem tem uma relação de grande amizade. Segundo a pianista, a composição foi um marco em sua vida. “Ela existe como uma obra de arte maravilhosa, que agrega um protesto importante contra a ditadura que estava presente no Chile na época da composição, como um exemplo da profunda amizade entre eu e o compositor – Frederic Rzewski – como um tour de force para piano”, afirma Oppens.

A apresentação contará também com composições de Cláudio Santoro, um dos maiores nomes da música clássica brasileira do século XX. Em sua trajetória musical, Santoro foi regente convidado das mais importantes orquestras do mundo, como a Sinfônica da Rádio de Praga, a Filarmônica de Leningrado e ORTF Paris.  Sobre a execução do das composições do músico brasileiro, Ursula Oppens está bastante entusiasmada. “Eu estou tendo uma maravilhosa aventura musical e intelectual estudando essas composições”, afirma a pianista. A apresentação, que integra a série de Concertos Especiais da temporada 2014 da OSESP, faz parte da programação do Instituto Vladimir Herzog para relembrar os 50 anos do golpe militar no Brasil e será realizada na Sala São Paulo, em 30 de março, às 21h.

Considerada uma das maiores pianistas da atualidade, sendo reconhecida principalmente por dominar tanto o repertório clássico como o contemporâneo, Oppens já foi indicada a quatro Grammys, a principal premiação da indústria mundial da música. Uma das indicações, em 1979, foi justamente pela gravação da música “O Povo Unido Jamais Será Vencido!”.