DOE AGORA

Exposição Resistir é Preciso… é vista por mais de 370 mil pessoas

Exposição Resistir é Preciso… é vista por mais de 370 mil pessoas

Chegou ao fim, em 28 de julho, a exposição Resistir É Preciso…. Organizada pelo Instituto Vladimir Herzog, em parceria com o Ministério da Cultura e o Banco do Brasil, a mostra fez sua última parada no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (MG), onde esteve desde 21 de maio. A Exposição, que teve início no ano passado em Brasília, passou também por São Paulo e Rio de Janeiro, contabilizando mais de 370 mil visitantes. Com entrada gratuita, a iniciativa contou com o apoio do BNDES e dos Correios.

Durante as exibições que aconteceram pelo país, o público teve a chance de conhecer ou relembrar os momentos mais marcantes da ditadura militar no Brasil. Entre os materiais do acervo, destaca-se uma linha do tempo, que abrange a fase de 1960 a 1985 e inclui fatos importantes do cenário político e cultural do país e do mundo, mostrando com clareza a cronologia dos fatos e teve grande popularidade durante a mostra.

Resistir É Preciso… apresentou, ainda, obras e cartazes de artistas plásticos conceituados, que encontraram na arte uma forma de expressar seus protestos de maneira pacífica. Como parte essencial deste rico acervo, exemplares de jornais da imprensa alternativa, que eram vendidos em bancas ou produzidos na clandestinidade e no exílio, também foram exibidos, narrando os anos de repressão à liberdade de opinião e demonstrando seu papel fundamental durante todo o processo de redemocratização do país.

A luta da imprensa brasileira contra a ditadura no país também foi retratada na exposição por meio de fotografias e depoimentos em vídeo de profissionais que integraram essa resistência. “A exposição foi um grande sucesso e conseguimos resgatar a memória deste período marcante na História do Brasil em que muitos trabalhadores, estudantes, intelectuais, artistas, religiosos e outras pessoas de diversos setores da sociedade civil lutaram pelo restabelecimento da democracia”, afirma Ivo Herzog, diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog.