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Entrega do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será em 29 de outubro

Entrega do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será em 29 de outubro

O evento acontece no Teatro TUCA, em São Paulo, e terá como homenageados os jornalistas Rubens Paiva (in memoriam) e Sandra Passarinho

Na próxima quarta-feira, 29 de outubro, o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos será entregue aos melhores trabalhos inscritos na premiação. O evento acontecerá às 20h, no Teatro da Universidade  Católica, em São Paulo, e será aberto ao público até a lotação completa do local, valendo, inclusive, como aula magna para alunos de Comunicação mediante acordo com os professores. Esta é a 36ª edição do Prêmio, que contabilizou 503 projetos inscritos em oito categorias, superando os 443 trabalhos do ano anterior.

Os grandes homenageados da noite serão a jornalista Sandra Passarinho e o deputado federal / jornalista Rubens Paiva (in memoriam), que teve recentemente a história de seu assassinato recontada graças aos esforços da Comissão Nacional da Verdade. Rubens Paiva foi indicado ao Prêmio Especial por sua atuação em defesa da Democracia no Brasil. Sandra Passarinho foi escolhida para receber o Prêmio Especial por suas contribuições ao telejornalismo brasileiro.

Desde 2009, a Comissão Organizadora do Prêmio Vladimir Herzog indica personalidades para serem agraciadas com o Prêmio Especial por relevantes serviços prestados às causas da Democracia, Paz, Justiça e contra a Guerra.

As trilhas que tocarão durante o evento de premiação são do compositor, arranjador, pesquisador, professor e violeiro brasileiro Ivan Vilela. Além de lecionar na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA), Vilela também foi diretor e arranjador da Orquestra Filarmônica de Violas.

Roda de Conversa

Pelo terceiro ano consecutivo, acontecerá uma Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog para que confraternizem, troquem experiências e revelem os bastidores das matérias. Desta vez, será no TucArena, das 9 ao meio dia do próprio 29 de outubro, com  mediação de Aldo Quiroga ( TV Cultura / PUC ) e Angelina Nunes  (jornal O Globo / Abraji ).

O objetivo principal dessa iniciativa pioneira é colocar à disposição dos estudantes e estudiosos do jornalismo o conhecimento sobre métodos e procedimentos que estão “por baixo“ de algumas das reportagens reconhecidas como das mais importantes da imprensa brasileira.

Estudantes de diversas faculdades já confirmaram presença através do e-mail reporterdofuturo@obore.com  e , com isso, garantiram um dos 300 assentos do teatro . A lista fica aberta até terça, 28, 18 horas.

Para que muito mais gente possa ter acesso a essa Roda e a Conversa transforme-se em material de apoio às centenas de cursos de jornalismo espalhados pelo Brasil, constituiu-se um pool inédito de emissoras públicas. Fundação Padre Anchieta, TV PUC / Canal Universitário, TVT – TV dos Trabalhadores, TV Câmara Municipal de São Paulo, TV OAB – São Paulo, Rádio Brasil Atual articularam-se com o Instituto Vladimir Herzog e a OBORÉ e tudo será registrado na íntegra e transmitido, ao vivo, pela internet

Prêmio Vladimir Herzog “Hors Concours”

Neste ano, excepcionalmente, a Comissão Organizadora decidiu por unanimidade conceder uma premiação diferenciada à matéria especial “A Sentença – 35 Anos”, exibida na GloboNews, inscrita na categoria Reportagem de TV. Com a assinatura do jornalista Cláudio Renato e equipe, o trabalho narra a história da sentença prolatada pelo juiz Márcio José de Moraes, em 27 de outubro de 1978, na qual a União é condenada pela tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog.

Em pouco mais de 20 minutos, a reportagem faz um retrospecto histórico, que vai desde o dia em que o jornalista Vladimir Herzog compareceu ao DOI-Codi para depor, em Outubro de 1975, até a entrega do novo atestado de óbito para a família Herzog, em 15 de março de 2013, no qual a causa da morte é declarada como decorrência das lesões e maus-tratos sofridos durante o interrogatório, em dependências do 2º Exército.

Por se tratar da história de martírio que deu origem ao Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, a reportagem recebeu um prêmio especial e único, sendo elevada à categoria “Hors Concours”.

Sobre o Prêmio

Criado em 1978, o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi uma iniciativa da família Herzog, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Comitê Brasileiro de Anistia, Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Movimentos de Anistia, FENAJ-Federação Nacional de Jornalistas e Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo. Seu intuito é reconhecer e premiar anualmente jornalistas que, por meio de seu trabalho, contribuem para a promoção dos direitos humanos, cidadania e democracia, homenageando personalidades, profissionais e veículos de comunicação que se destacam na defesa desses valores fundamentais.

A 36ª edição do Prêmio Vladimir Herzog é promovida e organizada por doze instituições: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – ABRAJI; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ; Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional; Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo; Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo; e Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom.