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“Aurora 1964” inicia sua jornada pelos festivais de cinema

“Aurora 1964” inicia sua jornada pelos festivais de cinema

Documentário dirigido por Diego Di Niglio mostra o cotidiano pernambucano durante a ditadura militar.

O documentário Aurora 1964 dará início a sua jornada pelos festivais de cinema brasileiros durante a 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece entre os dias 19 de outubro e 1º de novembro. O filme foi selecionado, junto com outras películas pernambucanas, para integrar um dos mais importantes festivais de cinema do Brasil (www.41.mostra.org).

O longa-metragem, dirigido pelo cientista político e fotógrafo italiano Diego Di Niglio, mostra o cotidiano de pernambucanos que foram marcados pela ditadura militar brasileira de 1964, traçando um paralelo com o Brasil de hoje. O filme é fruto de quatro anos de pesquisa de Diego, radicado em Olinda há sete anos, junto aos arquivos liberados do extinto Departamento de Ordem e Polícia Social (Dops). Diego também acompanhou as investigações da Comissão de Memória e Verdade de Pernambuco sobre aquele período e ainda contou com as memórias orais e os acervos particulares de pessoas que vivenciaram a época e que protagonizam o filme.

“Estamos muito felizes com o convite porque o filme trata de um assunto muito atual, a ruptura de um ciclo democrático, que interferiu no passado e agora volta a interferir na vida dos brasileiros. Esperamos que sirva de reflexão para quem o assistir. Interessante é que ele será exibido em um cinema que ganhou o nome de um dos líderes da Revolução Pernambucana de 1817, o Frei Caneca”, destacou Diego Di Niglio.

Aurora 1964 é um exercício de memória, que constrói pontes entre épocas distintas da história brasileira dos séculos XX e XXI. É um registro sobre vidas recompostas, constituídas por desvios e atravessadas pela imprevisibilidade das dinâmicas políticas do passado e do presente. Diego Di Niglio, que estuda os movimentos de resistência política dos países latino- americanos durante suas ditaduras, a exemplo do Brasil, Chile e Argentina, também produziu, escreveu o roteiro e dirigiu a fotografia do filme ao lado do fotógrafo Mateus Sá.

O longa foi rodado entre abril de 2015 e dezembro de 2016, em Pernambuco, entre Recife, Olinda e o antigo Engenho Galileia (Vitoria de Santo Antão), sede da primeira Liga Camponesa do Nordeste e onde foi gravado o celebre documentário ‘Cabra marcado para morrer’, de Eduardo Coutinho. Além de trazer à tona histórias de um período importante do Brasil, os realizadores do filme se preocuparam com a estética que seria apresentada e realizaram um belo trabalho de fotografia (Mateus Sá e Diego Di Niglio), montagem (Rapha Spencer) e direção de arte (Kelly Lima). Participam ainda do filme Felipe Peres Calheiros (roteiro), Marcelo dos Santos (som direto), Justino Passos (desenho de som) e Lía Miceli López Lecube e Ulisses Brandão (produção executiva).

A trilha sonora composta por músicas da banda pernambucana Ave Sangria é outro ponto forte da película, o que contribuiu para trazer uma certa leveza para um assunto tão pesado quanto é a ditadura civil e militar brasileira de 1964.

SERVIÇO:
Exibição do filme Aurora 1964
Espaço Itaú de Cinema do Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo/SP)
Sessões: 20 de outubro, às 19h30 e 26 de outubro, às 16h
Facebook: www.facebook.com/aurora1964doc/

Contatos para a imprensa:
Diego Di Niglio – (81) 98807.2993
Alexandre Yuri (Assessoria de Imprensa) – (81) 98358.0613